FOTO: Jaime Zanatta/GBC

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Da redação |A morte da adolescente Marta Avelhaneda Gonçalves, de 14 anos, está completando um ano nesta quinta-feira (8). Ela se envolveu em uma briga na Escola Luiz de Camões em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

A colega de Marta que, segundo a investigação, provocou a briga que culminou no fato, continua desaparecida. A menina, que tinha 12 anos na época, teve a internação decretada pela Justiça.

De acordo com o delegado Leonel Baldasso, que investigou o caso, depois que o Ministério Público pediu a internação da adolescente devido à gravidade do ato, ela e a mãe não foram mais encontradas na cidade. “Fizemos diligências sem sucesso, enviamos ofícios para vários estados, mas não conseguimos localizá-las”.

Conforme o delegado, como o Estatuto da Criança e do Adolescente  não permite que se divulgue nome e nem imagem de menor, ficou ainda mais difícil encontrar a jovem. O ECA orienta a preservação da identidade de adolescentes envolvidos em atos infracionais.

Baldasso não encontrou indícios da participação de outras pessoas. Ainda conforme o delegado, a família de Marta não procurou mais a polícia.

Relembre o caso

O fato ocorreu na tarde de quarta-feira, 8 de março de 2017, dentro de uma sala da Escola Estadual de Educação Básica Luiz de Camões, na Vila Bom Princípio. Marta foi encontrada desacordada após uma briga ocorrida na troca de turno de aulas.

Segundo testemunhas, ela estava convulsionando e foi levada ao hospital, mas a jovem não tinha mais pulso. Não havia lesão aparente ou marcas de sangue, mas o laudo médico apontou que a causa da morte foi “estrangulamento”.

Era o terceiro dia de Marta na escola. A jovem havia se mudado com a família de Porto Alegre para a cidade da Região Metropolitana em dezembro do ano anterior. O ano letivo iniciara em 6 de março.

A Polícia Civil responsabilizou a adolescente de 12 anos pela morte da colega. O crime atribuído é homicídio doloso, quando há intenção de matar.

Investigação

O delegado Baldasso acredita que Marta foi vítima de bullying. Segundo ele, a adolescente responsabilizada pela morte havia apertado o pescoço da vítima, e depois pediu a uma colega que presenciou o fato para “não contar a ninguém”, o que prejudicou o atendimento médico.

Durante o inquérito foram ouvidas 22 pessoas. Foram 12 adolescentes e três professores. Também foram ouvidas a diretora e orientadora educacional da escola, e médicos e enfermeiros que atenderam a adolescente.

Em nota, o Ministério Público confirma que a adolescente e a família estão em “lugar incerto e não sabido”, e diz que não pode divulgar mais detalhes porque o processo tramita em segredo de justiça.