FOTO: Terezinha Bobsin/Câmara de Vereadores Esteio

FOTO: Terezinha Bobsin/Câmara de Vereadores Esteio

Da redação | Quase três mil servidores do quadro de funcionalismo em Esteio estam em estado de greve desde o final do mês de abril em razão da proposta de reajuste salarial ofertada pela administração.

Buscando um reajuste salarial com ganho real de 9%, a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Esteio (Sisme), Graziela Oliveira Neto da Rosa, disse que a prefeitura ofereceu apenas 1,48% e 12 centavos de acréscimo no vale-alimentação. “Diante disso, a categoria, que já se encontrava desmotivada e descontente, ficou totalmente revoltada, pois o reajuste oferecido não está nem perto da previsão orçamentária”, salienta.

Em 2017, segundo ela, a reposição salarial foi de 7%, paga em três parcelas.

No legislativo

Na última quinta-feira (3), cerca de 400 funcionários foram até a Câmara de Vereadores. O objetivo era pedir auxílio e mediação durante a negociação com a prefeitura.

Segundo Graziela, muitos servidores estão doentes motivados pela terceirização de serviços que a prefeitura tem feito. “Somos a classe trabalhadora do município, queremos respeito e valorização. Seguimos abertos a novas negociações, pois nossa intenção não é entrar em greve e parar os serviços.”

O que diz a prefeitura?

Segundo informações da administração municipal, está sendo oferecidos 1,48% porque é o índice da inflação usado por Esteio, nos últimos 12 meses e se for maior do que isto fará o município extrapolar o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.

A prefeitura também apontou que há quatro faixas de pagamento de vale alimentação/refeição e cesta básica. Apenas 84 servidores, em um quadro de 2,3 mil, recebem atualmente R$ 8,05. Os demais recebem entre R$ 15,13 ou R$ 23,18, conforme a carga horária e escolaridade. Os servidores que recebem R$ 8,05 recebem ainda uma cesta de R$ 171 que também será reajustada.

Para finalizar, a prefeitura informou que está cumprindo o que determina a Constituição Federal.