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FOTO: Trensurb/Divulgação

Da redação | A Trensurb e o Sindicato dos Metroviários se reúnem na manhã desta segunda-feira (21), às 9h, na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 4ª Região. O encontro é uma última tentativa de chegar a um acordo coletivo para a categoria.

Caso não haja avanços no encontro, a categoria deve manter o que foi decidido em assembléia no dia 16 de maio: a partir da 0h de terça-feira (22) haverá greve por tempo indeterminado. Porém, para o inicio da tarde o sindicato se reúne para um encontro extraordinário no pátio da empresa para definir os rumos do movimento.

Segundo o SindimetrôRS, a última proposta da Trensurb, rejeitada pelos metroviários, admite pagar os 4,05% de dissídios determinados pela Justiça referentes a 2017. O pagamento retroativo só ocorreria após o julgamento do mérito pelo Judiciário. Para o acordo de 2018, a empresa oferece 60% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (1,0008%).

O principal impasse financeiro é que a Trensurb não admitem negociar os pagamentos de 2017 e 2018 separadamente, como desejam os servidores. “Só o que a empresa admite pagar é o que a Justiça já determinou e colocar 2018 na conta como uma perna de anão, com um índice de reajuste indecente”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metroviários, Luis Henrique Chagas.

Conforme Chagas, a parte financeira é grave, mas não é o principal ponto. “A empresa quer retirar cláusulas do contrato que não admitiríamos nem se recebêssemos 50% de aumento”, enfatiza.

De acordo com o sindicalista, a empresa deseja excluir cláusulas dos contratos dos funcionários, o que facilitaria demissões no futuro. Como exemplos, Chagas cita o impedimento da demissão de um servidor a um ano da aposentadoria e o acesso garantido ao sindicato às dependências da empresa.

O que diz a empresa?

A Trensurb declarou por meio de assessoria de imprensa que só irá se manifestar após a reunião desta segunda-feira.