O frio intenso que atingiu o Rio Grande do Sul nos últimos dias acendeu um alerta entre veterinários e tutores. Assim como os humanos, os cães também sofrem com as baixas temperaturas, e alguns animais podem desenvolver problemas respiratórios, dores articulares e até quadros de hipotermia durante as ondas de frio.
Muita gente acredita que apenas cães de pequeno porte sentem frio, mas especialistas explicam que até animais com pelagem mais grossa podem sofrer quando ficam expostos ao vento, à umidade e às mudanças bruscas de temperatura. Filhotes, idosos e pets com doenças crônicas estão entre os mais vulneráveis.
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Por isso, os cuidados com pet no inverno precisam ser reforçados dentro de casa, principalmente durante madrugadas geladas e períodos de chuva. Pequenas atitudes na rotina podem ajudar a proteger a saúde do animal e evitar complicações.
Como saber se o cachorro está com frio?
Alguns sinais podem indicar que o animal está sofrendo com as baixas temperaturas. Entre os principais sintomas estão:
- Tremores;
- Respiração lenta;
- Patas muito geladas;
- Sonolência excessiva;
- Falta de disposição;
- Busca constante por cobertas ou locais quentes.
Caso esses sinais apareçam com frequência, o ideal é procurar orientação veterinária.
Cuidados com pet no inverno: veja 7 dicas importantes
1. Evite deixar o cachorro no relento
Mesmo cães acostumados com áreas externas precisam de um local protegido durante o inverno. O ideal é manter o pet em ambientes secos, longe do vento e da umidade.
Casinhas com cobertores, camas elevadas e mantinhas ajudam a conservar o calor corporal do animal.
2. Roupinhas podem ajudar (mas exigem atenção)
As roupas para cachorro podem ser grandes aliadas no frio, principalmente para cães de pequeno porte e com pelos curtos. Porém, o tecido precisa ser confortável e não pode limitar os movimentos do animal.
Também é importante observar sinais de alergia ou desconforto.
Alimentação e água também fazem diferença
Durante o inverno, o organismo dos pets gasta mais energia para manter a temperatura corporal. Por isso, uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes ajuda a fortalecer o sistema imunológico.
Outro ponto importante é a hidratação. Mesmo no frio, os cães precisam consumir água regularmente.
Passeios devem acontecer nos horários mais quentes
Veterinários recomendam evitar caminhadas nas primeiras horas da manhã e durante a noite, quando as temperaturas ficam mais baixas.
O melhor horário para passear com o pet no inverno costuma ser durante a tarde, com presença de sol e clima mais ameno.
Banhos exigem cuidado redobrado
Os banhos precisam acontecer em locais adequados, com água morna e secagem completa da pelagem. Deixar o animal úmido por muito tempo aumenta o risco de problemas respiratórios e doenças de pele.
Em dias extremamente frios, muitos especialistas orientam reduzir a frequência dos banhos.
Vacinação ajuda a prevenir doenças no frio
Pouca gente sabe, mas existe vacina contra gripe canina. Manter a vacinação em dia é uma das formas mais importantes de proteger o pet durante o inverno.
Além disso, consultas veterinárias periódicas ajudam a identificar doenças respiratórias logo no início.
Idosos e filhotes merecem atenção especial
Os extremos de idade costumam exigir cuidados ainda maiores durante o frio. Filhotes têm dificuldade para regular a temperatura corporal, enquanto cães idosos podem sofrer agravamento de artrite, dores e problemas cardíacos.
Nesses casos, o acompanhamento veterinário é ainda mais importante durante os períodos de onda de frio no RS.

