FOTO: Arquivo Pessoal/Reprodução

Da redação | A Polícia Civil investiga a motivação do assassinato da motorista de aplicativo Alda Juliane da Silveira Coitinho, 29 anos. Ela estava desaparecida desde a última quinta-feira (31), quando parou de responder a amigos e familiares no celular.

No domingo, a família reconheceu seu corpo no Departamento Médico Legal. O corpo de Juliane foi localizado pela Delegacia de Homicídios de Viamão ainda na noite de quinta-feira (31).

Na data, os policiais não haviam encontrado nenhum indício que confirmasse sua identificação. O cadáver estava na Estrada Luís Pinto de Barcelos, uma via de chão batido e pouca movimentação que concentra propriedades rurais no bairro Universal, com a marca de pelo menos um tiro. A mesma estrada liga o município a Porto Alegre pela Lomba do Pinheiro. Já o carro da motorista foi encontrado no bairro Restinga, na Capital.

Investigação

De acordo com a delegada Carolina Jacobs, a investigação está no início, mas, num primeiro momento, os indícios que a polícia possui indicam para um assassinato com motivação predefinida e não um latrocínio”. Ainda assim, nenhuma hipótese é descartada pelos policiais. “Vamos ouvir as pessoas mais próximas, saber o que ela fazia naquele dia para, então, entender o que pode ter acontecido”, afima a delegada.

A Polícia Civil irá solicitar à Uber, nos próximos dias, os dados do GPS e de viagens de Juliane. O objetivo é ter mais detalhes sobre o trajeto que ela fez e descobrir se a motorista trabalhava com o aplicativo naquele dia ou fazia corridas por fora.

Também são esperados os laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) sobre o tiro que a atingiu e de digitais no carro de Juliane, um Siena dourado, que foi localizado com o banco do motorista queimado e alguns itens levados na noite de sábado, na Estrada do Barro Vermelho, na Restinga.

Familiares dizem que a filha não tinha amigos próximos ou parentes no bairro onde o carro foi encontrado.