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Da redação | A Secretaria Estadual da Saúde (SES) vai fazer o pagamento aos trabalhadores de uma empresa terceirizada que presta serviços ao Samu no Rio Grande do Sul. A autorização é da Procuradoria-Geral do Estado e tem como objetivo fazer com que o setor de telefonia seja normalizado o mais breve possível.

Com salários e benefícios atrasados há meses, os atendentes iniciaram a paralisação no início da noite desta segunda-feira por tempo indeterminado. O Estado enfatiza que pagava corretamente a empresa, mas a terceirizada é que não efetuava o pagamento aos profissionais.

Somente em julho, quando os terceirizados receberam os vencimentos referentes ao mês de maio, a Secretaria não efetuou o repasse, “justamente porque a empresa não comprovou o pagamento aos seus funcionários”.

Tendência é de normalização
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o serviço está com cerca de 60% de sua capacidade e retomando gradualmente o ritmo normal. Isso diante da medida do Estado de deslocar servidores da pasta para atuar no atendimento das chamadas.

“Não houve até agora nenhum registro de prejuízo à saúde dos pacientes”, garante a Secretaria por meio de nota.

A greve atinge apenas telefonistas e operadores de rádio do Samu e não afeta os socorristas, motoristas e médicos. Os grevistas são funcionários da FA Recursos Humanos, contratada pelo Estado. Eles têm a função de fazer a triagem das ocorrências recebidas pelo 192 e encaminhá-las para as equipes de resgate.