FOTO: Jean Peixoto/Prefeitura de Esteio

Da redação* | A Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Esteio está realizando uma série de ações durante a Expointer 2018, no Parque de Exposições Assis Brasil. São fiscalizações ambientais, sanitárias e de saúde, feitas para garantir a segurança de quem visita o parque nos nove dias em que a exposição acontece. Na última terça-feira (28), agentes vistoriaram a concentração de cloro na água, fiscalizaram restaurantes e promoveram um bate-papo com expositores que trabalham com alimentos no parque, além de combater possíveis focos de dengue.

Durante a feira, a agente sanitária Marian Hubscher sai todos os dias para realizar a medição da quantidade de cloro na água em sete pontos do Parque de Exposições. A medida é uma forma de garantir que a concentração do químico na água que está sendo utilizada nos restaurantes e para o consumo direto da torneira não seja superior a 5 mg/L, considerada imprópria para o consumo. “A ação é permanente durante todo o período da Expointer. O local conta com muitas caixas d’água e isso ajuda na concentração de cloro. Com a fiscalização diária, garantimos a qualidade constante da água”, disse. Quando os níveis estão acima do limite máximo, ou próximo deles, a Vigilância em Saúde notifica a Corsan.

Enquanto isso, nas praças de alimentação do Parque, fiscais sanitários conferem a produção e o modo de conservação dos alimentos. O trato incorreto dos produtos pode gerar problemas para a saúde de quem consome nestes locais. Quando encontrada alguma irregularidade, o estabelecimento é notificado, e, não fazendo as adequações, poderá ser interditado. Para Leandro Martins, responsável pela cozinha de um dos restaurantes da feira, a fiscalização é muito importante e serve para garantir a segurança do comprador e a de quem trabalha. “É muito bom que essas ações aconteçam. Temos que ter noção do quanto é importante estar com tudo certo e, assim evitar problemas com os clientes”, comentou. Ao mesmo tempo, os fiscais Marcos e Eduardo Terra averiguavam os freezers, as condições dos alimentos e os locais onde estavam guardados. Desta vez, as equipes estavam concentradas em fazer o controle de hortifrútis, que em muitas situações não recebem a devida atenção na hora da lavagem e desinfecção.

A outra preocupação da Vigilância em Saúde é o aparecimento de possíveis focos de dengue durante a Expointer. Para isso, foram espalhadas pelo parque cinco armadilhas. João Silveira, agente de fiscalização da dengue, é o responsável por verificá-las. Ele comentou que o serviço começa uma semana antes da abertura oficial do evento. “É preciso de sete dias para que os ovos do mosquito se tornem novos insetos. Por isso, precisamos estar aqui antes dos estandes estarem montados, para que, quando o evento ocorra, estejamos prontos e agir, caso tenha necessidade”. Nos locais onde as armadilhas estão montadas, há a sinalização para que a população não interfira na captura das larvas do mosquito. Durante a toda a feira, não foi constatada a presença do inseto.

Além de ações de campo, a Vigilância realiza, na casa onde está atuando dentro do evento, dicas e palestras para os donos de comércio alimentício durante a feira. No encontro, são apresentadas as formas corretas de higienização de cada alimento e utensílio, além dos itens obrigatórios no preparo de cada um deles. As condições ideais de tempo e temperatura também são passadas. Estas medidas, garantem a prevenção de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAS).

*Com informações da Prefeitura de Esteio