Marcelo Camargo/Agência Brasil

FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Da redação* | A Prefeitura de Cachoeirinha, na Região Metropolitana, se colocou à disposição do Governo Federal para acolher os imigrantes venezuelanos. Centenas deles estão cruzando a fronteira do país com o Brasil diante da crise financeira e humanitária.

Em um ofício, enviado ao ministro da Integração, Antônio de Pádua Andrade, no dia 30 de agosto, o prefeito Miki Breier destaca “preocupação, em nível de dignidade humana, em relação à situação de centenas de venezuelanos chegados ao Brasil nos últimos tempos”. O documento lembra que o prefeito “historicamente sensível à questão dos direitos humanos, em nosso país e em nível mundial, percebe a necessidade de se superar preconceitos xenofóbicos e fronteiras físicas, e materializar os princípios básicos inerentes ao humano em nível de solidariedade entre os irmãos mais próximos e, neste caso, entre os povos”.

Cidades vizinhas à Cachoeirinha, como Canoas e Esteio, já estão se preparando para o acolhimento aos imigrantes. O secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Habitação, Valdir Mattos, revelou que “apesar de estarmos aguardando a resposta do Ministério da Integração, já estamos estabelecendo as parcerias necessárias para viabilizar este acolhimento. Já conversamos com um empreendimento local que possibilita o alojamento de 80 pessoas”.

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A situação em Roraima é dramática. Conforme a Casa Civil do Governo Federal, nos últimos dois meses, mais de 27 mil venezuelanos cruzaram a fronteira do Brasil por Roraima. Mais de 75 mil pediram para se regularizar entre 2015 e agosto de 2018. Com abrigos cheios, Estado tem refugiados em situação de rua em 11 das 15 cidades.

*Com informações da Prefeitura de Cachoeirinha