Foto: Polícia Civil/Divulgação

Da redação | A idosa de 71 anos que foi presa na última quarta-feira (13) por aliciar sexualmente a neta de 15 anos chamou a vítima de pilantra no momento da prisão. “Quando chegamos ela se referia e adolescente como ‘minha netinha’. Anunciamos a prisão e ela mudou totalmente o tom”, comentou o delegado Pablo Queiroz Rocha, responsável pela ação.

Segundo informações da Polícia Civil, a mulher obrigava a neta a manter relações sexuais com um homem de 60 anos que foi preso em dezembro de 2018. “Ele comprou uma cama de casal e colocou no quarto da adolescente. A avó dormia no quarto ao lado”, afirmou o delegado.

Em troca, a avó ganhava compras de supermercado, móveis e reformas na residência. Para a polícia, a vítima que era abusada desde os 13 anos, relatou que a presa a obrigava a tomar remédios para não engravidar. Ela contou detalhes dos encontros que teve com o abusador e que ainda ganhava dinheiro dele.

Segundo o delegado, a menina se refere ao abusador como namorado. “Ela acredita que teve um relacionamento com ele”.

Guarda

A menina já vinha sendo monitorada pela polícia há três anos. Conforme o delegado, o primeiro contato com a família começou na disputa de guarda entre a avó e o tio. “Encontrei eles brigando na frente da delegacia. Ficou decidido na época que era melhor ela ficar com o tio, porém a guarda foi devolvida dois meses depois e descobrimos que a acusada infernizava o tio pedindo para que a menor fosse morar com ela”.

Segundo o delegado, com a desistência do tio, a guarda da adolescente foi dada a um pai social. “A avó fez uma denúncia de estupro contra o pai social. Na investigação, descobriu-se que não houve abuso. Então, a gente se preocupou com essa avó. Não que ela estivesse cometendo algum crime sexual, mas em relação à saúde psicológica dela”. Depois disso, a menina passou a morar num abrigo.

Momento da prisão

A avó ainda tentou produzir novas denúncias contra o homem e fingia estar preocupada em proteger a neta, como conta o delegado. “Nós gravamos toda a prisão, por precaução. Ela sempre foi manipuladora e se dizia ‘colaboradora da polícia’. Ela justificou que havia sido dopada pelo abusador e que, quando acordou, ele estava na cama da neta”.

A idosa foi indiciada por abuso de vulnerável e exploração sexual, com penas que podem passar 10 anos. Segundo informações da polícia, a adolescente não conheceu o pai, e a mãe sofre de esquizofrenia.