Foto: Polícia Civil/Divulgação

Da redação | Seis pessoas foram presas durante a Operação Gêmeos desencadeada pela 2ª Delegacia de Polícia Civil de Canoas, na Região Metropolitana. O grupo foi preso em um desmanche, depois que os policiais rastrearam um veículo roubado que estava estacionado no bairro São José em Canoas e foi levado, na madrugada do último domingo (17) para Porto Alegre.

As prisões foram realizadas no último domingo (17). Dez veículos foram apreendidos, entre eles o Ford Ka, que estava sendo monitorado. “Ele foi roubado em Porto Alegre, os criminosos trouxeram ele para ‘esfriar’ aqui em Canoas e depois levaram para o desmanche na Capital. Monitoramos o veículo desde a última sexta-feira (15)”, afirmou o delegado Rodrigo Caldas, titular da 2ª DP.

Quando os policiais chegaram no desmanche, encontraram um Ford Ka idêntico já estava sem peças (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Todos os veículos foram avaliados em cerca de R$ 500 mil. Praticamente, todas as peças deles eram desmanchadas, num processo que, segundo o delegado, levava de uma a duas horas de desmonte. “As peças dele que não tivessem identificação, que não pudessem identificar o veículo de furto, elas seriam transportas para um outro Ford Ka, igual, da mesma cor, que foi adquirido em leilão”.

O delegado Rodrigo Caldas ressaltou que as investigações seguem para identificar outros criminosos envolvidos (Foto: Jaime Zanatta/GBC)

Os presos devem responder pelos crimes de receptação, adulteração de veículo automotivo e associação criminosa. Os agentes ainda apreenderam um carro e uma moto de luxo. A pessoa que seria chefe do esquema conseguiu fugir.

A Mercedes foi apreendida pelos policiais (Foto: Jaime Zanatta/GBC)

O diretor da 2ª DPRM – Regional Canoas, delegado Mario Souza ressaltou que “foi uma ação cirúrgica e necessária para retirar os meios de atuação da quadrilha.”  Souza também explicou que “a operação tem o nome de Gêmeos, visto que, segundo as investigações, para realizar o esquema criminoso eram necessários dois veículos iguais. Pois, para montar o veículo ilegal com aparência de legalidade, os suspeitos buscavam outro veículo idêntico que fosse legalizado e aí montavam um veículo aparentemente dentro da lei”.