FOTO: Jaime Zanatta/GBC

Foto: Jaime Zanatta/ GBC

Da redação | Funcionários da Sogal, que opera o transporte coletivo urbano de Canoas, protestaram em frente ao portão da empresa na terça-feira (19). Na pauta, o anúncio de que o Centro Clínico Gaúcho deixaria de atender os trabalhadores, que também manifestaram descontentamento com o frequente atraso no pagamento de salários, benefícios e férias.

Conforme o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Canoas, Jayme Castro, o anúncio da interrupção do plano de saúde “foi a gota d’água” para a mobilização. “Isso levou o sindicato a chamar o trabalhador para a frente da empresa. A ideia não era fazer greve, mas conversar com o dono da empresa [Sogal]”, explica.

O pedido foi atendido. Nesta quarta-feira (20), os funcionários puderam voltar a trabalhar com a promessa de negociação do plano de saúde e pagamento em dia, conforme as datas firmadas na convenção coletiva da categoria.

O problema dos atrasos, inclusive, não é recente. Castro destaca que há quatro anos os funcionários da concessionária não são pagos religiosamente em dia. “Eles pagam alguns meses corretamente, mas depois voltam a atrasar”, conta o secretário, que ressalta ainda as más condições de alguns coletivos.

Embora seja uma realidade a diminuição do número de passageiros transportados devido aos modais alternativos, o sindicalista acredita que a empresa também tem sua parcela de culpa, em razão da falta de qualidade na prestação do serviço e da quantidade de gratuidades concedidas aos usuários.