Foto: Aeromóvel do Brasil/Divulgação

Da redação | A Prefeitura de Canoas está pedindo R$ 101 milhões para a empresa Aeromóvel do Brasil. O montante é a soma de todos os gastos efetuados dentro do contrato de construção da linha na cidade. O documento foi anulado em maio.

Conforme o Executivo Municipal, o valor pedido já está corrigido. Deste total, R$ 60,4 milhões foram usados no remanejo da rede elétrica e de uma adutora de água. Essas obras que não serão perdidas, já que ficam para o município. A maior parte da verba inicial, cerca de R$ 45 milhões, foi usada para a compra de vagões, de trilhos, de ventiladores, e de equipamentos do aeromóvel. “O vagão e qualquer outro equipamento construído ou aplicado pela empresa Aeromóvel do Brasil é de propriedade da própria empresa”, diz nota enviada pela prefeitura.

O pedido administrativo de devolução de valores foi protocolado na última quinta-feira (18). Segundo a prefeitura, a empresa tem 30 dias para efetuar o pagamento ou apresentar uma proposta de parcelamento.

Investimentos na Mobilidade Urbana

A prefeitura já havia anunciado que vai aplicar o valor do financiamento contraído pela gestão anterior para a implantação do aeromóvel em um projeto de mobilidade mais amplo, que beneficia toda a cidade. O valor atualizado, que é de R$ 223 milhões, será investido na recuperação de 90 km de vias, com priorização do transporte coletivo, revitalização do terminal Mathias Velho e a construção de 40 km de ciclovias.

De acordo com o Executivo, o projeto de mobilidade é muito mais amplo do que o previsto no aeromóvel, pois envolve 14 dos 18 bairros de Canoas e, portanto, contempla moradores de todos os quadrantes. Todas as obras serão possíveis devido à mudança do objeto do financiamento contraído em outubro de 2014 pelo Município junto à Caixa Econômica Federal para a implantação do aeromóvel.

A alteração foi possível graças à negociação da atual administração da Prefeitura de Canoas com a Caixa. A mudança no financiamento também foi aprovada pela Câmara Municipal de Vereadores.

Não era viável

A conclusão de que o aeromóvel não teria continuidade, foi tomada após um longo processo de análisee técnica e jurídica e de apontamento da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan). A Metroplan notificou o Município de Canoas porque, como o projeto previa interação com o transporte metropolitano, deveria ter sido autorizado e licenciado pelo órgão estadual.

A Metroplan também considerou que o aeromóvel não é apropriado para o transporte de massa e não tem viabilidade tarifária.