Foto: Polícia Civil/Divulgação

Da redação | A Justiça mandou soltar na última quarta-feira (14) a mulher de 19 anos que havia sido presa horas antes em flagrante pela Polícia Civil, em Canoas. Ela foi enquadrada por porte ilegal de arma de fogo.

A decisão judicial considerou que o crime não representa violência ou grande ameaça. “Venho me manifestando pela manutenção da segregação apenas naqueles casos em há elementos indicando que o porte de arma pode estar associado à prática de outros delitos como roubo, tráfico, homicídio, etc. Aliado a isso, a flagrada é primária”, pontuou a juíza Patrícia Pereira Krebs Tonet no despacho.

Prisão

Segundo a Polícia Civil, os agentes da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA) passaram a monitorá-la após receberem denúncias anônimas. Eles descobriram que ela ostentava armas no Facebook e também fazia ameaças.

A arma que ela aparece em uma fotografia foi apreendida no momento da prisão. “A ação se deu em ambiente crítico de incursão, pois havia várias crianças no pátio do condomínio no momento do cumprimento do mandado. Todas as cautelas foram tomadas para evitar-se que a flagrada conseguisse acessar o armamento e colocasse em risco os trabalhos policiais e os vizinhos”, comentou o titular da DPCA, delegado Pablo Queiroz Rocha.

Agora, a investigação segue para descobrir os motivos que levaram a presa a divulgar imagens do revólver na internet e manter uma arma em casa. Ela ficou em silêncio durante o depoimento. Os policiais informaram que a mulher seria namorada de um homem preso por homicídio.

O diretor da 2ª DPRM – Regional Canoas, delegado Mario Souza esclareceu que “os crimes em redes sociais não ficaram no anonimato e impunes”, e que “a polícia monitora constantemente as redes sociais.”