Foto: Polícia Civil/Divulgação

Da redação | Uma venezuelana e o marido dela foram presos na última terça-feira (20) pelos agentes da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas. Eles são acusados de matarem uma criança de dois anos.

Segundo informações da Polícia Civil, a investigação começou após a dupla registrar o falecimento da criança. Com a omissão de detalhes, os agentes começaram a buscar mais informações sobre as causas do óbito, já que existiam suspeitas de maus tratos e agressões. “Essa falta de informações relevantes já sinalizavam que havia algo de errado”, afirmou o delegado Pablo Queiroz Rocha, titular da DPCA. Para apurar o caso, além do resultado de um laudo emitido pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) foram escutadas testemunhas que relataram que a menina apanhava constantemente. Os castigos iam de surras a até tomar um banho gelado. A motivação para eles eram diversas, mas o mais comum era o de “xixi na cama”.

A mãe de 25 anos é refugiada da Venezuela. Ela vive no Rio Grande do Sul há nove meses e conheceu o companheiro, de 36 anos, em um abrigo de Canoas. Na época do crime, eles residiam no bairro Mato Grande com o filho mais velho da acusada. A criança de seis anos está sob a guarda de uma tia e foi retirado do convívio do casal para a própria segurança.

Na delegacia, a mulher confessou que agrediu a filha. Já o companheiro informou que presenciou as agressões. “Temos muitos indícios que apontam o envolvimento dos dois”, enfatiza o delegado Pablo.

Ambos já estão no sistema prisional. O diretor da 2ª DPRM delegado Mario Souza reforçou que “foi um crime gravíssimo e que a equipe da DPCA focou no caso e identificou os suspeitos.”