Foto: Polícia Civil/Divulgação

Da redação | A Polícia Civil e a Brigada Militar atuaram em conjunto na prisão de Yarllison Deloni de Mello da Silva de 24 anos. Os detalhes dessa ação foram apresentados em uma coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (2). Ele ateou fogo em um coletivo da Vicasa.

Durante a conversa com a imprensa, os policiais declararam que o criminoso agradeceu a prisão. Ferido, Yarllison estava com partes do corpo em carne viva e apresentando ferimentos no rosto, nas mãos e nos pés. “Ele comentou que não aguentava mais de dor. Depois da prisão, foi direto para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade”, contou o delegado Thiago Carrijo.

Segundo os policiais, ele não aguentava mais de dor (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Investigação detalhada

Logos nas primeiras horas após o incêndio, segundo o delegado regional Mário Souza, o setor de investigações já tinham suspeitas da autoria e identificado três suspeitos. A motivação, conforme o delegado Thiago Carrijo, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas, o grupo atuou com o objetivo de chamar a atenção da polícia para a atuação de um grupo rival no bairro Mathias Velho. Eles, pertencem a uma organização criminosa do bairro Rio Branco.

O incêndio foi na madrugada da última terça-feira (27)

O preso, de acordo com a investigação, é o executor do incêndio. Ele, inclusive, confessou o crime, mas não identificou os outros três criminosos que também participaram do crime. “Todos já foram identificados. Um já tem até pedido de prisão. Agora vamos pedir para que a justiça decrete a prisão dos outros dois”, comentou Carrijo.

Yarlisson pode pegar, no mínimo, 160 anos de cadeia. Ele e os comparsas vão responder por 14 tentativas de homicídios.

Prisão

Agentes da DHPP e soldados da Brigada Militar (BM) chegaram até o criminoso no último sábado (31). Ele estava escondido em uma casa no bairro Rio Branco. No local, junto com uma testemunha, contou detalhes do crime.

A testemunha, que não foi identificada pela Polícia Civil por motivos de segurança, prestou depoimento na DHPP e apontou os demais autores do crime.

Além disso, Yarlisson foi reconhecido por testemunhas que estavam no ônibus. Dois passageiros do coletivo seguem internados nos hospitais de Pronto Socorro e Universitário.

O criminoso é um conhecido incendiário da cidade. Em 2016, ele ateou fogo na casa da ex-companheira, no bairro Guajuviras. Porém, também tem passagens por roubo a veículo e a pedestre.

Dias de trabalho intenso

Na coletiva de imprensa, o Tenente Coronel Jorge Dirceu, que comanda o 15° BPM, apontou que o crime foi total prioridade na última semana. “As ações da Brigada Militar foram deslocadas para colaborar com a identificação e captura dos suspeitos. O trabalho conjunto foi fundamental para o êxito do trabalho das polícias.”

O delegado Carrijo também reforçou a união como principal destaque da ação. “Ambas as forças policiais trabalharam de forma ininterrupta nos últimos seis dias. O resultado é que chegamos ao esclarecimento total dos fatos”.

O delegado regional Mario Souza, esclareceu que “as ações contra o Crime de homicídios são prioridade na região” e que “a resposta deve ser a mais rápida possível para não permitir-se a impunidade.” Ele também destacou que “o grave crime do ônibus não poderia ficar impune.”