Foto: Petrobras/Divulgação

Foto: REFAP/Divulgação

Da redação | A venda da REFAP entrou na reta final. Na última sexta-feira (27), venceu o prazo para que as empresas que estão participando da disputa assinassem o acordo de confidencialidade para avançar o negócio. Essa fase separa os quem realmente querem comprar, dos que só se interessaram pelo negócio.

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Empresas ou consórcios que queiram ficar com as instalações que além da Refinaria Alberto Pasqualini, em Canoas, incluem dutos de transporte e um terminal em Osório, no Litoral, precisam ter receita anual de, no mínimo, US$ 3 bilhões. Para agentes financeiros, como fundos de financiamento, a exigência é de R$ 1 bilhão.

Além da Refap, a Petrobras colocou à venda outras sete refinarias com o mesmo calendário da unidade gaúcha, e mais quatro, com anúncio e prazos posteriores.

Possíveis compradores

Entre os candidatos apontados pelo mercado como candidatos à compra, estão Cosan (dona das bandeiras Esso e Shell no Brasil) e Ultrapar (controladora da rede Ipiranga). Ambas têm grandes fatias do segmento de distribuição de combustíveis mas não estão no refino, o que garantiria tranquilidade no exame de concorrência que passará pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Outro grupo de potenciais interessados é formado por distribuidoras médias, como a gaúcha RodOil, que teve aporte da holandesa Vitol, e a Alesat, comprada pela anglo-suíça Glencore, que atua em mineração.