A possibilidade da volta do El Niño no RS já está mexendo com a cabeça de muitos gaúchos. Depois de tudo que aconteceu recentemente, qualquer previsão de chuva mais intensa acende um sinal de alerta imediato, principalmente em cidades como Canoas. (Confira a entrevista completa no vídeo abaixo).
Nos últimos dias, o assunto ganhou força nas redes sociais e também entre especialistas. Mas, no meio de tanta informação, surge uma dúvida que muita gente ainda não conseguiu responder: o cenário pode mesmo se repetir?
LEIA TAMBÉM:
- Emenda de R$ 1,9 milhão amplia atendimentos no Hospital Universitário de Canoas
- Jogar lixo na rua pode custar caro: veja onde descartar corretamente em Canoas e evitar multa
- Projeto pelo fim da escala 6×1 avança e pode mudar rotina de milhões: veja o que já foi aprovado e o que vem por aí
Para entender melhor o que está por vir, a reportagem buscou a análise de quem acompanha o clima de perto, e o que foi dito ajuda a separar preocupação de realidade.
El Niño no RS: o que diz meteorologista de Canoas
A reportagem conversou com Cesar Lafayete, meteorologista aposentado da Base Aérea de Canoas e conhecido por suas previsões nas redes.
Segundo ele, o fenômeno ainda não está ativo neste momento.
“Estamos em um período neutro”, afirmou.
Apesar disso, há indicativos de mudança nos próximos meses.
“Hoje, 2026, nós teremos um El Niño”, disse.
Metereologista explica quais os impactos que o El Niño pode causar em Canoas

O que é o El Niño e por que ele preocupa
De forma simples, o El Niño é um fenômeno climático causado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico.
Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e muda o caminho da umidade, podendo aumentar as chuvas em algumas regiões, como o Sul do Brasil.
“O El Niño é um fenômeno que existe desde que o mundo é mundo, sempre existiu e agora depois de alguns anos pra cá começou a se estudar mais sobre o fenômeno”, explicou Lafayete.
Enchente de 2024 não foi causada pelo El Niño
Um dos pontos mais importantes da entrevista envolve uma dúvida que ainda circula entre a população.
Segundo o meteorologista, a enchente histórica de 2024 não teve relação direta com o fenômeno.
“A relação entre o El Niño com a enchente de 2024 é mínima”, destacou.
De acordo com ele, o que provocou aquele cenário foi um bloqueio atmosférico, que impediu o avanço das frentes frias para outras regiões do Brasil, concentrando a chuva no estado.
O que esperar para Canoas e o RS nos próximos meses
Mesmo com a previsão de formação do fenômeno, o alerta vem acompanhado de cautela.
A tendência é de aumento de chuva a partir do segundo semestre de 2026, mas ainda não há como afirmar se os volumes serão extremos.
Isso porque o El Niño ainda está em fase de formação, e muitos fatores ainda podem influenciar o comportamento do clima.
Probabilidade já chama atenção
Dados indicam que há cerca de 61% de chance de ocorrência do fenômeno entre maio e julho.
Apesar disso, especialistas reforçam que esse número não significa, automaticamente, eventos extremos.
Ou seja, existe sinal de mudança no padrão climático, mas não uma certeza de repetição de cenários críticos.
Alerta existe, mas sem pânico
Diante disso, a orientação é clara: acompanhar as atualizações e evitar conclusões precipitadas.
O momento, segundo especialistas, é de atenção e não de alarme.
Para moradores de Canoas e de outras regiões do estado, entender o que está acontecendo pode fazer toda a diferença nos próximos meses.

