Foto: Gabriel Rosalino/Detran-RS

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Da redação | Conforme publicado mais cedo por Agência GBC, o Governo voltou atrás e vai alterar o calendário de pagamento do IPVA de 2020. Agora, a forma adotada será semelhante ao do imposto de 2019. Ou seja, haverá parcelamento, descontos por antecipação e o calendário de vencimento deverá ir até abril.

Veja aqui como foi o pagamento do IPVA em 2019

Na manhã desta terça-feira (5), o governador Eduardo Leite se reuniu com deputados da base aliada. No encontro, uma das pautas era a repercussão negativa que a forma de pagamento anunciada teve. Até políticos reclamaram do anúncio.

Ainda não há previsão de quando as datas exatas do novo calendário serão anunciadas.

Repercussão negativa

Pelas redes sociais a reclamação é unânime. Todos os contribuintes se queixam da nova forma de pagamento imposta pelo Palácio Piratini. Nas ruas, não é diferente. O motorista de aplicativo, Paulo Freitas, não sabe como vai pagar o imposto. “Minha mulher é professora da rede estadual e recebe parcelado. Eu, tenho essa renda do aplicativo que não é fixa. Ela varia. Como vamos fazer com natal, ano novo? Temos duas filhas pequenas”, comenta.

Porém, engana-se quem pensa que a insatisfação é só dos contribuintes. No meio político, o calendário também foi recebido de forma negativa. No twitter, o deputado Gabriel Souza (MDB), criticou as mudanças. “Acho que vai aumentar a inadimplência e o tiro pode sair pela culatra.” Sérgio Turra, líder da bancada do PP na Assembleia Legislativa, – um dos principais aliados de Eduardo Leite -, se manifestou contrario a forma de pagamento. Para ele, a privatização do Banrisul pode ser uma saída para que o contribuinte não tenha que ser prejudicado dessa forma. Já a deputada Juliana Brizola (PDT) afirmou que “novamente, a população pagadora de impostos sofre na pele a tal crise”.

Polêmica

O Governo do Rio Grande do Sul anunciou na manhã desta segunda-feira (4) o calendário de pagamento do IPVA 2020. Uma das principais mudanças era a antecipação de abril para janeiro no prazo final da quitação do imposto.

Com essa mudança, o Piratini também tirou a possibilidade de parcelamentos e acabou com os descontos por antecipação. Seguem mantidos os descontos do Bom Motorista (até 15%) e do Bom Cidadão (até 5%) para quem cumprir todos os requisitos.

A estimativa do governo era aumentar em R$ 29,7 milhões a arrecadação em relação a 2019.