Foto: Prefeitura de Cachoeirinha/Divulgação

Dois agentes de trânsito de Cachoeirinha foram afastados do cargo pela Prefeitura. Eles estão sendo investigados pelo Ministério Público (MP) por suspeita de terem recebido propinas para guincharem veículos até um depósito credenciado ao Detran na cidade. Os valores eram pagos mensalmente.

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A suspeita, de acordo com o promotor Flávio Duarte, que está apurando o caso, é que a dupla recebia, cada um, em torno de R$ 1,5 mil pelo esquema. O valor pago também dependia da quantidade de carros guinchados.

O ex-corregedor geral da Guarda Municipal, Francisco Carlos de Oliveira Júnior, foi quem levantou suspeitas de irregularidades na conduta dos agentes. Para o MP, ele relatou que mesmo nas barreiras da Balada Segura, quando o objetivo era flagrar motoristas alcoolizados para evitar acidentes de trânsito e outros crimes, os agentes faziam “esforço para encontrar alguma irregularidade no veículo”.

Segundo o Ministério Público, existem indícios de que algumas remoções aconteceram sem qualquer motivo irregularidade nos veículos.

Procurada, a Prefeitura de Cachoeirinha informou para a reportagem de Agência GBC que não compactua com nenhuma irregularidade. Além disso, ressaltou que vai abrir uma sindicância para apurar os fatos, além de afirmar que os agentes já estão afastados.

Caso que chamou atenção

As denúncias já vinham sendo investigadas desde a metade do ano passado. Em julho de 2018, uma viatura da Guarda Municipal de Cachoeirinha foi guinchada em uma ação de agentes de trânsito. A viatura foi abordada quando saia  do quartel da Guarda, na Avenida Frederico Ritter.

Conforme o registro dos agentes, o veículo estava com os pneus carecas e a adesivagem teria alterado em mais de 50% das características da Ecosport usada pelo órgão municipal. Na época, um dos agentes envolvidos na abordagem acabou transferido temporariamente para funções administrativas. Outros receberam folgas.

Além dos agentes, existem mais investigados

O Ministério Público também está investigando o envolvimento do proprietário do depósito pelo suposto pagamento de propina. Em nota oficial, Edem Braghini, proprietário do depósito, nega qualquer envolvimento com o esquema ou irregularidade nos seus negócios.

Preventivamente, o Detran solicitou o fechamento do local até que o caso seja esclarecido.