Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Ministra da Família e de Direitos Humanos, Damares Alves, deve lançar um plano de abstinência sexual entre jovens de 10 a 18 anos. Via rede social, seguindo a linha do governo de que são os pais que devem falar sobre sexo com seus filhos, e não os professores, a ministra questionou qual o problema de os responsáveis orientarem que talvez estes jovens não estejam maduros ter relações sexuais.

Embora negue, a iniciativa da campanha é parecida com o movimento “Eu escolhi Esperar”, em que seus adeptos apenas fazem sexo após o casamento. Esta coluna tem de forma alguma o objetivo de invalidar o direito das pessoas de “esperarem”, contudo, o ministério não pode deixar de lado ou em segundo plano, o alerta sobre o uso do preservativo e de outros métodos contraceptivos. Orientar sobre estes usos, não é incentivar o sexo, e sim, a proteção contra doenças sexualmente transmissíveis.

O plano de Damares, infelizmente, é infrutífero. Famílias, principalmente as humildes e que se quer tem acesso a direitos básicos, não terão sucesso ou capacidade de dar esta orientação. Isso é tarefa da escola, que precisa contribuir que iniciar a vida sexual aos 12, 13 anos, é precoce, mas se isso ocorrer, estes adolescentes precisam estar preparados e se prevenir. E ao contrário do que se pensa, professores não ensinam jovens a fazer sexo e sim como se proteger, identificar casos de abuso, conhecer o seu próprio corpo e respeitar as diferenças.

É triste que educadores precisem assumir o papel de pais e mães, porém, a realidade social brasileira, apresenta nas camadas mais pobres, responsáveis despreparados, que criarão jovens despreparados, que mais cedo ou tarde, ser tornarão como seus pais. Por isso, o papel da escola é vital e indispensável.

Combater a gravidez na adolescência é preciso, pois a combatendo, também se reduz a evasão escolar, a incidência de mães solteiras e o contágio de Aids e outras patologias. Entretanto, não é controlando o libido juvenil que chegaremos a algum lugar.