Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Foi confirmado na última segunda-feira (10) que dois dos três acusados do assassinato da modelo Nicolle Brito Castilho da Silva, serão levados a júri. A Justiça entendeu que eles devem ser julgados por um grupo de cidadãos de Cachoeirinha, cidade onde a modelo morava. O crime ocorreu em junho de 2017.

Quer mandar sugestões de pauta e flagrantes da sua cidade? Então, anote nosso WhatsApp: (51) 9 8917 7284

A decisão fará os dois réus responderem pelos mesmos crimes que o Ministério Público os denunciou: homicídio doloso e destruição de cadáver. O assassinato é agravado por motivo torpe, mediante dissimulação e com emprego de tortura.

Ainda não há data para o júri. O processo contra os dois corre sob segredo de Justiça.

Quem são os acusados

Uma das rés, que vai a júri popular, será a companheira do homem identificado como mandante do crime: Tamires Modesto dos Santos. Conforme a Polícia Civil, ela teria sido responsável pelo sumiço da modelo. Outro acusado é, José Carlos Rios Filho, que segundo o Ministério Público, participou do sequestro e execução da modelo.

Leia mais:

Lembra da Nicole que até hoje não foi encontrada? Mulher está se passando por ela

O mandante do homicídio responde a processo separado e ainda não houve confirmação de que irá a júri. Michel Renan Bragé de Oliveira foi preso em janeiro de 2019 e também é acusado de outros homicídios, como o da menina Alice Beatriz, de um ano, morta com o pai e a mãe após uma festa de aniversário em Porto Alegre, em setembro de 2018.

A reportagem de Agência GBC tenta contato com a defesa dos três citados.

Caso Nicolle

O desaparecimento de Nicolle completou dois anos. Em 2 de junho de 2017, ela foi vista pela última vez com vida. Há quatro meses ela morava com o pai em Cachoeirinha. Antes, residiu com a mãe em Miami, nos Estados Unidos, e em São Paulo com uma amiga.

Na época, imagens de uma câmera de segurança, mostram Nicolle entrando em um Peugeot 208 prata na frente de casa. O pai havia saído para comprar um lanche.

Ao longo da investigação, três pessoas foram indiciadas e denunciadas. Os três se tornaram réus pelo assassinato da modelo e por ocultar o corpo. Para a Polícia Civil e o Ministério Público, um apenado do Presídio Central determinou a morte da jovem por vingança. Ele estaria convencido de que ela havia delatado para rivais o endereço de um comparsa de sua facção, que acabou sendo morto junto da companheira alguns dias antes de Nicolle desaparecer.

Um áudio obtido durante a investigação da Polícia Civil indica que a jovem teria sido vítima de um crime brutal. “Ela já era, ela foi cortada, foi botada dentro dos pneus e foi “tacado” fogo. Depois foi “tacada” dentro do Guaíba”, dizia o acusado. — disse um presidiário indiciado.