Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Da redação | A 1ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, na Região Metropolitana, encaminhou ao Ministério Público um documento complementar sobre o desaparecimento da modelo Nicolle Brito Castilho da Silva. Ela sumiu em 2017 e até hoje não foi encontrada.

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O caso volta a ser destaque, porque em fevereiro, uma mulher foi abordada na cidade de São Vicente, no Litoral de São Paulo. Ela estava com uma porção de maconha e se apresentou com o nome da desaparecida. A informação da abordagem foi divulgada pelo jornal Zero Hora. Para os policiais, a acusada deu o mesmo nome, mas não tinha documentos de identificação. Ela assinou um termo circunstanciado por posse de drogas e foi liberada.

Por isso, o delegado Leonel Baldasso – que investiga o caso desde o sumiço da modelo – , relatou que a mulher se passou pela Nicolle. “Uma pessoa de forma criminosa se identificou como sendo Nicolle”, relata o delegado no documento enviado à Promotoria.

Segundo caso

Em fevereiro de 2017, antes de Nicolle desaparecer, uma mulher foi flagrada sem documentos e também se identificou com o nome da modelo. O caso aconteceu no dia 23, e o pai apresentou cópia de passagens aéreas que comprovam que Nicolle havia viajado para Minas Gerais.

Conforme Baldasso, quando morava em São Paulo, Nicolle foi assaltada. Foram furtados identidade, cartão bancário e dinheiro. Não há no sistema da Polícia Civil paulista a informação da morte da modelo.  O sistema nacional não é integrado. Por isso, os agentes que fizeram a abordagem não sabiam que ela está morta. Agora, pedi que haja essa inserção no sistema. Se alguém se apresentar em nome dela, será preso.”

Entenda o caso

O desaparecimento de Nicolle completou dois anos e quatro meses na última quarta-feira (2). Em 2 de junho de 2017, ela foi vista pela última vez com vida. Há quatro meses ela morava com o pai em Cachoeirinha. Antes, residiu com a mãe em Miami, nos Estados Unidos, e em São Paulo com uma amiga.

Na época, imagens de uma câmera de segurança, mostram Nicolle entrando em um Peugeot 208 prata na frente de casa. O pai havia saído para comprar um lanche.

Ao longo da investigação, três pessoas foram indiciadas e denunciadas. Os três se tornaram réus pelo assassinato da modelo e por ocultar o corpo. Para a Polícia Civil e o Ministério Público, um apenado do Presídio Central determinou a morte da jovem por vingança. Ele estaria convencido de que ela havia delatado para rivais o endereço de um comparsa de sua facção, que acabou sendo morto junto da companheira alguns dias antes de Nicolle desaparecer.

Um áudio obtido durante a investigação da Polícia Civil indica que a jovem teria sido vítima de um crime brutal. “Ela já era, ela foi cortada, foi botada dentro dos pneus e foi “tacado” fogo. Depois foi “tacada” dentro do Guaíba”, dizia o acusado. — disse um presidiário indiciado.