Morador de Canoas foi torturado, esquartejado e queimado por criminosos

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas divulgou na manhã desta quarta-feira (19) detalhes sobre a Operação Ruína, que foi deflagrada para apurar detalhes do sumiço de Rodrigo Rosa Santos de 24 anos. “Do desaparecimento de um jovem, nós chegamos ao assassinato de uma pessoa”, afirma o diretor da 2ª Delegacia Regional de Polícia Metropolitana, delegado Mário Souza.

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Conforme o delegado, o corpo foi encontrado esquartejado e queimado em um sítio na Zona Rural de Taquara, no Vale do Paranhana. “O corpo estava destruído”, conta. A família conseguiu identificar o corpo através de pertences que foram localizados no local, mas o corpo foi recolhido e será passado por analise do Instituto Geral de Perícias.

Investigação

Dois criminosos foram presos pela Polícia Civil. Conforme o titular da DHPP, delegado Thiago Carrijo, ainda não é possível afirmar a motivação do crime. “O caso está encerrado. Mas, ainda precisamos apurar alguns detalhes obscuros e, por isso, serão realizadas mais oitivas. Os presos serão escutados ao longo do dia”, ressalta.

Rodrigo desapareceu na noite do dia 31 de janeiro. Na ocasião, informações recebidas pela família, relatavam que ele tinha ido participar de um festival de música no Litoral Norte. Policiais chegaram a ir até Atlântida e praias vizinhas, mas não encontraram pistas do desaparecido. Imagens das câmeras de segurança do prédio em que a vítima morava, mostram, conforme apurado pela reportagem de Agência GBC, ele entrando em um veículo com um homem. “Ele foi levado até o sítio, por uma pessoa da relação dele, por espontânea vontade. Muito provavelmente, ele foi morto lá”, salienta o delegado.

Próximo ao local onde o corpo foi encontrado, além dos pertences da vítima, também tinham estojos de calibre 12mm. “Um dos presos foi pego com um revólver calibre 38”.

Mais detalhes da investigação não foram divulgados, porque conforme o delegado Mário Souza, ela corre em segredo. “Dentro do que podemos falar, ele construiu relações ilícitas e graves, que podem ter motivado esse crime. Mas, reforço que isso não justifica o homicídio. Trabalhamos para evitar crimes, mas não conseguimos controlar as relações privadas”, finaliza.

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