Foto: Polícia Civil/ Divulgação

Agentes da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas prenderam na manhã desta quarta-feira (15) uma mulher em flagrante por extorsão. Segundo informou a Polícia Civil, ela integrava um esquema comandado de dentro do sistema prisional que consistia na aplicação de golpes por meio de aplicativo de troca de mensagens. Até o momento, estima-se que mais de 15 pessoas foram vítimas do golpe. Uma das vítimas pagou mais de R$ 20 mil ao grupo criminoso.

Segundo o  delegado Rodrigo Caldas, o caso começou como um conhecido golpe e depois tornou-se uma grave extorsão, mantendo uma pessoa como vítima durante uma semana. O delegado explica que o golpe é aplicado da seguinte forma: a vítima conhece uma suposta mulher por meio de redes sociais, evolui as conversas para o aplicativo WhatsApp, onde o golpista dá a entender que quer conhecer a vítima, mesmo a vítima não dando continuidade no assunto, em certo momento alguém, fazendo-se passar por pai dessa mulher, passa a exigir dinheiro sob o falso argumento de que se tratava de uma menor de idade.

Em um segundo momento um golpista que se apresentaria como delegado que estaria investigando o caso surge na estória para pressionar a vítima. Em um momento final do golpe os suspeitos começam uma fase de ameaças contra a vítima e extorsão baseado principalmente mas informações que a própria vítima coloca em redes sociais.

“Com base nisso, no caso específico, os criminosos exigiram alta quantia em dinheiro da vítima. Ameaçando colocar a vítima e sua família em risco. Quando finalmente resolveu procurar a polícia, a vítima foi devidamente orientada e prestado o atendimento ao caso. Mesmo após tudo o que a vítima já havia perdido, os criminosos continuaram a exigir dinheiro. Os policiais civis descobriram a localização e a identificação dos criminosos e às 16h, a principal suspeita encontrava-se presa,  tendo confessado que as ordens partiram de dentro de um presídio. Parte do prejuízo recuperado.”

Conforme o apurado até o momento, a suspeita, uma mulher de 43 anos, sem antecedentes policiais, funcionava como operadora externa da atividade criminosa, sendo responsável pela arrecadação dos valores, inclusive através de sua própria conta bancária, assim como pela efetivação de negociações, como, no caso, da troca da bens, como veículos, por mais dinheiro exigido.

A Polícia Civil agora investiga os suspeitos que comandaram a operação de dentro do presídio, outros integrantes do esquema que não estejam presos, assim como outros crimes iguais praticados por esses criminosos.

Caldas afirma que “foi uma ação cirúrgica da equipe de investigação que resultou na recuperação da maior parte do prejuízo da vítima e no término da extorsão e ameaças que essa pessoa vinha sofrendo.” Caldas ressalta que “é essencial que as vítimas de tais crimes procurem a polícia.”

O diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, delegado Mario Souza, destaca que “as vítimas devem em primeiro lugar: registrar ocorrência policial; depois passar as informações para a Polícia Civil e seguir as orientações dos policiais, evitando o sofrimento e a desorientação que muitas vezes é causada por uma extorsão.” Ele ainda afirma que “será feito contato com o sistema prisional para troca de informação e o suspeito identificado poderá ser responsabilizado.”