Foto: Jaime Zanatta/GBC

Ainda assustada, a avó do menino Brayan D’Avila dos Santos, oito anos, recebeu a reportagem da Agência GBC na manhã desta sexta-feira (19) em casa, no bairro Harmonia, em Canoas. Para conversar sobre o desaparecimento e encontro do neto, ela estabeleceu duas condições: não ser gravada e, por segurança, que ninguém da família fosse identificado.

Uma imagem de Brayan repercutiu nas redes sociais no final da tarde e inicio da noite de quinta-feira (18). O menino sumiu ao sair de casa para colocar o lixo na rua. Ele foi encontrado horas depois no bairro Mato Grande.

“Eu estava trabalhando. Meu marido foi me buscar e minha filha me ligou dizendo que ele tinha sumido. Ele estava tomando banho e ela fazia café para ele. Ele saiu para colocar o lixo na rua e minhas filhas só viram o carro arrancando. Não viram mais o menino. Minha outra neta, pequena, disse que ele tinha ido para um lado e o carro para outro”, narra.

O carro citado pela avó é um Gol cinza. Horas depois, um veículo semelhante ao relatado por ela foi encontrado abandonado no bairro Rio Branco. Ainda não é possível afirmar que seja o mesmo carro visto pelas tias de Brayan, que mora com os avós.

Questionada sobre o que o menino falou, a avó disse não saber de muitos detalhes. “Ele não deu muitos detalhes do que ocorreu dentro do carro para nós”, conta. Uma tia, que acompanhava a entrevista disse que Brayan detalhou toda a ocorrência, com calma, para o delegado Pablo Queiroz Rocha, titular da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA). “Ele veio aqui em casa, deixado por um casal. Depois, a polícia veio buscá-lo e levou para a delegacia. Eu não vi a conversa, porque estava em outra sala, o aguardando”.

Logo após o susto, a família notou que Brayan estava com o pescoço arranhado. Do pouco que falou do crime para eles, o menino disse que “sentiu uma mão na boca e um homem já falando para não gritar”. Deixado pelo suposto sequestrador, a criança atravessou uma rua e pediu ajuda para um segurança. “Pediu para o homem trazer ele pra casa”, conta a tia.

A avó descreve Brayan com um guri calmo e tranquilo. “Não deixo nem ele brincar com os vizinhos, é só dentro de casa”. Agora, ela tenta entender o que aconteceu. “Não sei te explicar porque pegaram ele. Eu imagino de tudo.”