Foto: Polícia Civil/Divulgação

A 3ª Delegacia de Polícia de Canoas deflagrou a Operação Delivery. O objetivo era desarticular a distribuição de drogas sintéticas por cartão de crédito.

Nas últimas semanas, o delegado Rodrigo Caldas tem investigado, exaustivamente, as entregas de drogas em Canoas e em cidades vizinhas da Região Metropolitana. Inclusive, diversas prisões foram realizadas relacionadas a esse sistema de tráfico de drogas nos últimos dias. Em uma delas, um traficante de ecstasy foi preso em flagrante no bairro Guajuviras.

Agora, os investigadores miram nesse sistema que sempre foi usado pelos criminosos, mas quem vem sendo aperfeiçoado pelos narcotraficantes. Nos últimos 30 dias, foram apurados que além de consumidores, os entorpecentes também são entregues para serem revendidos por pequenos traficantes. Nesse período, a estimativa é que tenha ocorrido, pelo menos, 300 entregas.

Organizadores na cadeia

Durante a operação, os policiais prenderam três pessoas em flagrante. Uma mulher e dois homens estavam organizando esse esquema.

Eles tinham um cardápio de drogas com os tipos, valores e modelos. Nas formas de pagamento, tinha o cartão de crédito para as compras e possibilidades de parcelamento. Mas, essa apenas para quem comprasse acima de 50 unidades.

Um dos presos é suspeito de ser o principal fornecedor de drogas. Foram apreendidos mais de 1.600 comprimidos de ecstasy, quase 500 pontos de LSD, além de matéria prima para a produção e material para embalar as drogas. Para se ter uma idéia, cada comprimido de ecstasy pode custar de R$ 30 a R$ 50. A droga está avaliada em aproximadamente R$ 80 mil. O total da operação de prejuízo aos traficantes chega a, pelo menos, R$ 100 mil.

Além disso, foram apreendidos 11 tipos de comprimidos de ecstasy de origem nacional. Também foram aprendidos pontos de LSD de inúmeros tipos, e um dos mais conhecidos como “bike”. Uma perícia será realizada para apurar se realmente trata-se de LSD ou n bomb. Os policiais também encontraram celulares, dinheiro e veículos.

Titular da 3ª DP, o delegado Rodrigo Caldas, afirmou que “essa ação teve especial relevância, pois a realização das chamadas “tele-entregas” de drogas estão atualmente muito difundidas, em razão da situação de pandemia.” Ele ainda reforçou que as investigações prosseguem para apurar mais fornecedores de entorpecentes.

O diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), delegado regional Mário Souza, destacou que “foi uma atuação forte contra as drogas sintéticas em Canoas, de fundamental importância pois o público são principalmente de jovens e adolescentes.” Além disso, ele também ressaltou que “foi um golpe considerável contra o tráfico de drogas sintéticas”.