Foto: Reprodução/ Arquivo pessoal

A Prefeitura de Canoas encaminhou uma nota neste fim de semana em que trata sobre o caso envolvendo a morte de Alexandre Mendes Siqueira, 53 anos, ocorrida na madrugada de sexta-feira (26), no hospital de campanha da UPA Boqueirão. De acordo com a declaração de óbito, ele faleceu após diagnóstico de infecção por coronavírus. O filho da vítima, Bruno Luiz Siqueira, 30, questionou o atendimento prestado ao pai no hospital de campanha e a ausência, segundo ele, de um leito de UTI disponível.

Na manifestação, a administração municipal, por meio da Secretaria da Saúde, informou que o paciente estava usando um leito de UTI no hospital de campanha da UPA Boqueirão. Sobre a vaga de UTI na rede hospitalar, demandada para o caso de Alexandre, a prefeitura explicou que é preciso manter o leito livre no hospital de campanha para o caso de outro paciente necessitar. “O pedido de transferência se dá para podermos sempre manter esse leito livre, caso surja outra pessoa necessitando do mesmo. Então, reforçamos que o mesmo estava assistido em um leito de UTI”, diz o governo municipal na nota.

A Prefeitura de Canoas acrescentou, ainda, que os leitos de UTI são regulados pela Secretaria Estadual da Saúde, e que mesmo havendo leitos em Canoas só é possível usá-los com autorização da Regulação Estadual, o que, de acordo com a administração municipal, foi feito no caso de Alexandre.

Já quanto à circunstancia do atendimento, a prefeitura ressaltou que está levantando os detalhes para informar a família. “Já começamos a ouvir os responsáveis técnicos do referido Hospital de Campanha. Não deixaremos de apurar os fatos, em hipótese alguma”, diz a prefeitura.