Foto: Prefeitura de Canoas/Divulgação

O prefeito de Canoas, Luiz Carlos Busato, fez uma transmissão ao vivo pelas redes sociais no inicio da noite desta segunda-feira (18). Junto com o secretario municipal de Saúde, Fernando Ritter, ele destacou medidas que estão sendo tomadas para conter o avanço da pandemia do coronavírus na cidade.

Em quase uma hora de transmissão, na maior parte do tempo, Busato citou a preocupação com o crescente número de leitos ocupados na cidade. “Na semana passada, estávamos dentro de uma normalidade. Mas, nos últimos dias, aumentou o número de internações nos hospitais de campanha e no Hospital Universitário”.

Segundo Busato, os hospitais de campanha estão lotados. Nas últimas 24 horas, foram mais de 200 pessoas atendidas, contra uma média diária de 60 atendimentos na última semana. “Essa situação é preocupante”. Ritter também destacou a alta ocupação de leitos de UTI. “Leitos clínicos nós temos. O nosso estresse foi nos de UTI”.

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Em 15 dias, entre 14 e 29 de junho, a ocupação de leitos no Hospital Universitário saltou de uma média de 20 leitos para números entre 35 e 38. “Isso nos fez acionar o segundo gatilho e liberar mais 10 leitos”, ressalta Busato.

Busato também destacou a ampliação de leitos da cidade. Antes da pandemia, eram 635 leitos, agora o número chega a 1.303, sendo 374 provisórios. “Inauguramos leitos, mas a dificuldade é ter profissionais para trabalhar. Já contratamos 750 e estamos com uma seleção aberta”. Ritter ressaltou que cerca de 500 profissionais já foram afastados por diversos motivos desde o inicio da pandemia. O prefeito citou que “já tivemos equipes inteiras infectadas pelo coronavírus. Essas pessoas estão no front”.

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Além de falar da medida de suspender as cirurgias eletivas não emergenciais e da falta de medicamentos que atingem os hospitais de Porto Alegre e Região Metropolitana, Ritter destacou que percebeu “que as pessoas estão relaxando no isolamento social”. Como resposta, Busato informou que não vai mais aceitar esse tipo de coisa. “Vamos intensificar a nossa fiscalização”.