Foto: Jaime Zanatta/GBC

Uma operação da Polícia Civil resultou nesta quarta-feira (15) na prisão de cinco criminosos envolvidos na morte de um integrante de uma facção rival em Canoas. Ele foi assassinado em 18 de dezembro de 2019 na rua Araguaia, no bairro Igara.

Manoel Rodimar Cavalheiro Lopes, 39 anos, foi atingido com 17 tiros de pistola 9 milímetros. Tudo foi transmitido ao vivo pelos atiradores, sendo que o mandante do assassinato, que hoje está na cadeia, assistiu ao crime.

O líder era conhecido por agir com crueldade e violência contra as vítimas. Ele foi transferido em março deste ano para um presídio federal.

Antes da morte, os criminosos haviam descoberto que um taxista era amigo da vítima. Com isso, sequestraram o profissional e foram até a rua Araguaia, onde Manoel estava sentando na calçada.

“Ele não reagiu porque conhecia o veículo”, afirma o delegado titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Thiago Carrijo.

Os investigadores apuraram que o crime tinha relação com o tráfico de drogas. A vítima, inclusive, estava vendendo entorpecentes por tele-entrega na área da facção rival.

A Operação Driver é contra homicídios em Canoas. O nome da operação policial é “driver” devido ao fato de uma das pessoas envolvidas na investigação ser motorista.

A operação foi denominada Driver devido ao fato de que uma das pessoas envolvidas na investigação era motorista. No caso, o taxista.

Taxista chamou a atenção dos investigadores

O próprio delegado Carrijo destacou que logo após o homicídio, o taxista entrou na lista de suspeitos. “Nos chamou a atenção que ele foi tranquilo até a delegacia para dar depoimento. Aí ele contou que foi sequestrado pelos criminosos e a investigação acabou provando isso. Inclusive, quando saiu da delegacia no primeiro depoimento, chegou a ser ameaçado de morte pelos criminosos”.