Foto: Jaime Zanatta/ GBC

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quinta-feira (30) a terceira fase da Operação Innocentia. O objetivo era prender criminosos envolvidos em casos de pedofilia. Foram cumpridas seis ordens judiciais de busca e apreensão em Canoas, Esteio, Porto Alegre e São Leopoldo.

Quatro criminosos foram presos. Eles eram os alvos da polícia após seis meses de investigações. Eles armazenavam conteúdo de pornografia infantil em computadores e celulares. Por isso, o Instituto Geral de Perícias (IGP) acompanhou o cumprimento de todos os mandados. No local, os peritos analisaram todos os materiais encontrados e que acabaram apreendidos para serem encaminhados a uma perícia mais detalhada.

Por enquanto, foi constatado apenas o armazenamento de conteúdo. O compartilhamento pode ser anexado ao inquérito após o resultado final da perícia. “A exploração desse conteúdo é crime gravíssimo que envolve dor e sofrimento desde a sua produção até o seu consumo. A criança é submetida aos cruéis e repulsivos atos de produção de material pornográfico”, afirmou o delegado Pablo Queiroz Rocha, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Preso em Canoas tinha fama no bairro
Um dos presos foi acordado por volta das 6h20, na Rua Raquel Rossi, no bairro Fátima. O homem de 57 anos não abriu a porta para a polícia. Ele correu para colocar um HD Externo no descarga do vaso sanitário. Após sair do banheiro, o preso se encontrou com os policiais e, inicialmente, negou o crime. Mas, acabou confessando e foram encontrados arquivos nos sete notebooks que estavam na residência. Um foi recolhido.

Vizinhos acompanharam a movimentação da polícia e relataram que o homem é conhecido como um tarado pela vizinhança. “Ele faz isso com meninas. Uma vez, ele chamou duas para ver a piscina, quando elas entraram ele começou a agarrá-las. Rapidamente, uma saiu pelo portão que estava fechando aos gritos e contou o ocorrido”, contou uma das vizinhas que, por segurança, pediu para não ser identificada. “Vamos apurar a investigação em cima dele para descobrir essas denúncias”, afirmou a diretora do Departamento de Polícia Metropolitana, delegada Adriana da Costa.

A prisão dele foi aplaudida pelos vizinhos.

Militar aposentado achou que ia ser pego pelo tráfico de drogas
No bairro Parque Amador, em Esteio, um militar aposentado de 29 anos achou que estava sendo alvo de uma operação por tráfico de drogas. Logo, mostrou uma quantidade enorme de anabolizantes e maconha dizendo ser de consumo próprio.

Porém, logo os policiais pegaram os eletrônicos e informaram que ele era alvo de uma operação contra a pedofilia. Arquivos foram encontrados.

O homem acabou sendo preso por dois crimes.

Operação Innocentia 1
Foto: Jaime Zanatta/ GBC

Confessou
Além dos quatro presos, um empresário de pequeno porte de 41 anos, morador de Montenegro, soma-se a eles. Pego pelos policiais em 15 de julho, ele confessou que assistia pornografia infantil.

Trabalho da investigação continua
O delegado Rocha, informou que a investigação segue para apurar se esses presos também não produziam material de pedofilia. “O consumo da pornografia é fator de grande incremento e estímulo para a prática de atos concretos, no mundo real, de atos de pedofilia, nestes incluídos o estupro de vulneráveis e outros atos ilícitos.”

Já o diretor da Segunda Delegacia Regional Metropolitana – 2 DPRM, Regional de Canoas, Delegado Regional Mario Souza, afirmou a que “a violência contra as crianças é gravíssima e será energicamente enfrentada.”