Foto: Polícia Civil/Divulgação

O delegado Rafael Pereira, titular da 1ª Delegacia de Polícia de Canoas, informou na tarde desta quinta-feira (15) que quem comprava a gasolina por R$ 2,75 no bairro Mathias Velho será investigando. “Nós estamos investigando os receptadores. Eles também serão responsabilizados”, afirma.

Por três meses, os agentes da 1ª DP investigaram um esquema de desvio de combustíveis. Três homens foram presos durante a Operação Clandestinos. Além deles, há um que segue sendo investigado. Ele tem uma transportadora e desvia o combustível direto da Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP). Ele armazenava o produto em galões, guardados em três propriedades do bairro Mathias Velho e revendia. Eles vendiam 20 galões de 20 litros de combustíveis por dia ao preço total de R$ 55. Até 84 mil litros circulavam por mês no sistema.

Segundo a polícia, esse crime gera dois problemas. O primeiro é para os comerciantes que vendem o combustível de forma lícita e enfrentam essa ocorrência. O segundo é que o material, que apresenta riscos de explosão, era manuseado de forma ilegal e por pessoas sem nenhuma proteção. “Ação necessária ação contra o mercado ilegal de combustíveis que além de prejudicar outros comércios pode, segundo as investigações, colocar os veículos em risco pela má qualidade do combustível”, afirmou o delegado regional Mário Souza, diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM).

Foram cumpridas cinco ordens judiciais. Os policiais apreenderam armas, dinheiro, documentos, combustíveis e veículos.

Serão cumpridos cinco mandados em locais onde vendas ocorreram (galpões em grande terrenos, e em lugar onde pretende-se coletar documentos e contabilidade).