Os cinco criminosos responsáveis pelo roubo à Ótica e Relojoaria Elaine, no Centro de Estância Velha, em abril do ano passado, foram condenados na última terça-feira (20). As penas, somadas, passam dos 150 anos de prisão. As penas mais pesadas foram dadas aos dois que mataram Leomar Jacó Canova, 59 anos, e o filho Luís Fernando Canova, 35 anos. Cada um recebeu 74 anos, já os outros três receberam apenas dois anos e podem recorrer em liberdade. Câmeras de segurança registraram o momento em que pai e filho foram mortos a tiros.

Na sentença, a juíza reforça a periculosidade dos réus principais Rafael Santos Domingues, 20 anos, e Davi dos Santos Mello, 21 anos. Ela lembra que ambos são amigos e chegaram a ir em uma barbearia juntos, momentos antes do crime, para arrumar a barba e o cabelo em um disfarce. Porém, a estratégia da dupla não funcionou, pois foram reconhecidos pelas câmeras. Ambos negam a autoria do crime e que se conhecem.

O LATROCÍNIO

No dia 10 de abril, Rafael e Davi, armados, ingressaram na joalheria e anunciaram o assalto. Jacó e Luis Fernando foram rendidos por Davi em um cômodo aos fundos, enquanto que Elaine (esposa e mãe das vítimas, além de proprietária da loja) e uma funcionária, sob ameaça de Rafael, colocaram joias avaliadas em aproximadamente R$ 350 mil em uma sacola.

A denúncia narra que, em seguida, “durante os atos de execução, e com desígnios autônomos, instigando-se mutuamente e prestando auxílio recíproco, de modo a evitar qualquer reação que obstasse a consumação do delito, efetuaram disparos de armas de fogo contra as vítimas Leomar Jacó Canova e Luis Fernando Canova, cujos ferimentos ocasionaram as suas mortes”.

Os dois fugiram em um Honda City que sabiam ser roubado em Porto Alegre em janeiro deste ano, por indivíduos não identificados. O veículo foi abandonado em Novo Hamburgo momentos depois. Ainda, juntamente com Maximiliano Rolim, utilizaram um segundo veículo, um Ford Focus que fora roubado em março, em São Leopoldo, e foi abandonado instantes depois, contendo em seu interior o aparelho celular de Maximiliano, localizado pela autoridade policial.

Eles se refugiaram na residência de Cassineli, onde também se encontrava Sheila. Ambas receberam e ocultaram um pingente que, depois, foi reconhecido como produto roubado da joalheria.