Foto: Agência GBC

A Agência GBC iniciou na noite do dia 13 a série de entrevistas com os candidatos à prefeitura de Canoas. O entrevistado desta segunda-feira (26) foi o Nelsinho Metalúrgico (PT).

Durante 20 minutos o candidato falou sobre seus planos para caso seja eleito prefeito de Canoas, o que o levou a concorrer ao cargo, questões econômicas que o município enfrenta, saúde, segurança pública e mobilidade urbana.

O candidato começou a conversa lembrando de sua trajetória política e, na sua opinião, o poder público deveria olhar mais para as periferias de Canoas. “Percebo que as necessidades mais básicas estão sendo negligenciadas pelo prefeito de Canoas. Temos que ter um prefeito com olhar mais apurado para as periferias”.

Segundo o candidato, Canoas sempre está entre a 2ª ou 3ª cidade que mais arrecada recursos no Rio Grande do Sul e que esses recursos deveriam ser voltados para a saúde. “Nossa cidade é muito rica, só que sofre com o processo de terceirização dos equipamentos de saúde. O dinheiro público está sendo drenado desta pasta. É verdade que Canoas tem essa grande estrutura da saúde, mas o grande problema é que não encontramos os médicos nos postos de saúde”, coloca.

De acordo com Nelsinho, o seu plano de governo é cuidar da saúde, não apenas tratando de doenças, mas trabalhar na prevenção. “Vamos dobrar as equipes de saúde da família. Há uma fila vergonhosa de pessoas esperando por cirurgias. Vamos requalificar as filas e conectar o exame com o procedimento, para reduzir a fila de espera das cirurgias”, afirma.

O candidato reconhece que a criminalidade do município diminuiu e que o sistema de videomonitoramento trouxe resultados positivos, porém, ele se pergunta de o porquê há facções criminosas em Canoas. “Temos que usar a tecnologia para acabar com esse problema. Temos que monitorar as periferias, o tráfico de drogas nas portas das escolas. Vou investir para que as periferias também sejam monitoradas, para que as pessoas se sintam seguras em seus bairros”.

Para o candidato o transporte público está sendo controlado por um monopólio há mais de 50 anos e afirma que vai atuar igual ao ex-prefeito de Porto Alegre e ex-governador do Estado Olívio Dutra, e irá intervir no sistema. “É inadmissível ficar esperando nas paradas de ônibus por 30 minutos e ele não vir. É inadmissível que os custos fiquem para os usuários. Toda vez que aumenta o preço da passagem diminui o número de passageiros”.

Para Nelsinho, s solução é reorganizar as linhas municipais e ter ônibus menores e mais ágeis. “Vamos subsidiar o preço das passagens, vou usar os recursos do IPVA e subsidiar as passagens”, afirma