Foto: Jaime Zanatta/Agência GBC

Desarticular uma quadrilha chefiada por adolescentes foi um dos alvos da Operação Reprimenda deflagrada nesta sexta-feira (11) pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas. Eles são responsáveis, em cinco meses, por 20 carros na cidade.

Um dos líderes do grupo é um menor, que não teve a identidade divulgada pela polícia, mas conforme apurado por Agência GBC é chamado de ‘Meleca’. Ele está, há pouco mais de um mês, internado na FASE. Ele foi apreendido após uma ação dos agentes da 1ª DP.

Mesmo assim, mais cinco menores que ainda estavam nas ruas e cometiam esses crimes foram apreendidos hoje.

Nasceram juntos e seguem unidos no crime

Dois alvos da operação são irmãos gêmeos. Um deles foi preso no bairro Guajuviras. O outro, a polícia não encontrou.

Conforme o delegado Rodrigo Caldas, que coordenou a investigação, os dois já são conhecidos pela polícia e tem uma extensa ficha criminal. “Ambos atuam desde a adolescência. Em 15 dias, a gente chegou a prender um deles, por três vezes”, comentou. Por causa da lei de Abuso de Autoridade, o nome dos criminosos não foi divulgado.

Junto com o gêmeo preso na casa da namorada, os policiais encontraram um revólver calibre 38 com a numeração suprimida. As munições, ele escondeu no telhado, mas acabou dizendo onde estava.

Balanço da Operação

Os alvos eram criminosos que roubavam veículos em Canoas. A quadrilha é toda chefiada por adolescentes. Os adultos, normalmente, apenas praticam os assaltos.

Foram cumpridas 18 ordens judiciais. Foram quatro mandados de prisão temporária, cinco mandados de internação para adolescentes e quatro de prisão temporária. Até às 18h, oito criminosos estavam presos. Todos os alvos moravam em dois bairros: Estância Velha e Guajuviras.

“Essa operação visa especificamente o roubo de veículos em Canoas, com a finalidade de repressão a tal tipo de delito, que atinge diretamente a população; de tirar das ruas indivíduos responsáveis por tais crimes; e buscar a prevenção de roubos de veículos, eis que são comumente praticados pelo mesmo grupo de pessoas”, pontuou o delegado Caldas.

Agora, a investigação apura para onde iam os carros. “Eles nos relataram que chegam a vender por menos de R$ 2 mil. Vamos aprofundar isso. Sabemos que tem até receptador que já espera pronto para trocar as placas”, relatou o delegado.

O delegado regional Mário Souza, titular da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), alertou para o quão perigosa é a ação desses criminosos. “Essas ações são necessárias para responsabilizar os autores de roubo de veículos e coibir tal crime, que, além de sua gravidade, possui a capacidade de gerar resultados ainda mais graves, a exemplo do latrocínio”, finalizou.