Foto: Divulgação/PMC.

Bruno Lara (política) | brunolara@agenciagbc.com

Canoas e Nova Santa Rita defenderam a vacinação para professores na reunião do Consórcio dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) desta quarta-feira (10). Atualmente, professores e servidores de escolas estão na quarta fase, após idosos, profissionais da saúde, indígenas e pessoas com doenças crônicas. A intenção dos prefeitos é que eles passem a integrar a segunda fase, junto dos idosos de 60 a 74 anos.

“Nossa principal reivindicação é a imunização de todos os profissionais da educação das redes estadual e municipal. Para que possamos começar o ano letivo de 2021, precisamos dar esse passo. Assim, os profissionais poderão exercer seu trabalho com maior segurança e preservaremos a vida das pessoas”, defendeu o presidente da Granpal e prefeito de Nova Santa Rita, Rodrigo Battistella.

Em Canoas, segundo a Prefeitura, são 2.500 trabalhadores na área da Educação e mais de 30 mil crianças atendidas. “Em encontro com os prefeitos dos municípios que fazem parte da Granpal, conversamos com o secretário estadual da Educação, Faisal Karam. Discutimos a volta às aulas e a aplicação do modelo híbrido de ensino. Acho importante priorizarmos a vacinação dos professores e demais profissionais da área, para que o ano letivo inicie de forma segura, tanto para eles como para as nossas crianças e jovens”, afirmou o prefeito Jairo Jorge.

Faisal Karam, secretário estadual de Educação, esteve presente na reunião e seguiu a mesma linha em defesa da reabertura das escolas. Ele colocou a estrutura da Secretaria da Educação à disposição dos municípios. “Precisamos pensar no aluno. Os estudantes não têm mais condições de permanecerem afastados da sala de aula. Nesse sentido, o diálogo com os municípios é fundamental”, afirmou Faisal.

O Governador Eduardo Leite tem defendido essa postura desde dezembro do ano passado, pedindo para que o Governo Federal coloque os profissionais da educação em uma “fase mais inicial”. Ao todo, o Brasil tem cerca de 2,34 milhões de professores do nível básico ao superior.

Nos próximos dias os prefeitos das cidades que integram o consórcio deverão procurar o Ministério da Saúde para levar a proposição com o apoio do Governo do Estado. Caso a União não aceite, não querem permanecer de braços cruzados. O “plano b” discutido é a compra de vacinas. “Nesse caso, pediremos ao governo do Estado que articule para que os municípios que desejarem, e tenham capacidade financeira, possam comprar as doses e vacinem seus professores”, adiantou Battistella.