Foto: Jaime Zanatta/GBC

A Polícia Civil confirmou a prisão de Richard Campanel da Silva Staziacki de 19 anos. Ele é acusado de ter matado a adolescente Júlia de Mello de 17 anos, no bairro Guajuviras, em Canoas. O crime ocorreu em fevereiro.

Richard foi preso em Tramandaí, no Litoral Norte, na última quarta-feira (3). Ele estava na rua, quando foi abordado por uma guarnição da Brigada Militar (BM) que fazia rondas para evitar a circulação de pessoas para combater a pandemia do coronavírus. Na abordagem, os policiais constataram que havia contra ele um mandado de prisão preventiva. Ele não reagiu à prisão.

Confissão

A delegada Clarissa Demartini, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Canoas, foi até Tramandaí para interrogar o preso. Ele confessou o crime.

De acordo com a delegada, ele disse que quando chamou a adolescente para se encontrar com ele no bairro Guajuviras, já planejava matá-la. O preso ainda falou que apesar da relação conturbada e de haver medida protetiva, nenhum dos dois respeitava o afastamento e seguiam mantendo contato e encontros. A motivação alegada por Staziacki para o assassinato foi a de ciúme e por achar que Júlia mentia para ele.

Escondido no Litoral

Ainda conforme a delegada, a polícia já sabia que ele estava escondido no Litoral Norte. Diligências já tinham sido feitas, mas Richard não havia sido encontrado. Agora, ele ficará no presídio de Osório.

Mesmo com Richard preso, as investigações continuam. O objetivo é encontrar a arma utilizada para matar Júlia.

Dinâmica do crime

Júlia de Mello de 16 anos foi morta a tiros na rua Harmonia, no bairro Guajuviras, em Canoas. Ela e uma amiga, também adolescente e grávida, foi baleada por um amigo do atirador. Ferida, ela segue internada no Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC).

As duas, de acordo com a investigação, estavam em uma festa. Richard mandou mensagem para Júlia dizendo que queria vê-la porque estava com saudades.

O namoro de Júlia e o acusado de matar ela, já era de conhecimento da polícia. Em 2020, duas ocorrências policiais envolvendo desavenças do casal foram registradas. Em julho, Júlia foi esfaqueada por ele e registrou ocorrência por lesão corporal. Em outubro, a mãe dela registrou o sumiço da jovem. A suspeita é que após desaparecer, ela tenha voltado a ter contato com o ex-namorado, que tentava reatar o relacionamento.

Quem é o preso

Richard já é conhecido da polícia. Ele tem antecedentes policiais por homicídio, tráfico de drogas, roubo, lesão corporal, porte de arma, entre outros. Além disso, o criminoso está com prisão preventiva decretada e é considerado foragido. Nenhum advogado se apresentou até o momento como responsável pela defesa dele.