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O Governo do Estado anunciou nesta sexta-feira (16) que o Rio Grande do Sul segue em bandeira preta em todas as regiões. É a oitava semana consecutiva em alerta máximo, desde o dia 27 de fevereiro. A rede hospitalar segue com 90% de ocupação. O número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19, porém, aumentou 125% entre as duas últimas quintas-feiras.

Segundo a secretária da Saúde, Arita Bergmann, o cenário ainda é de risco altíssimo. “Se cada um não fizer a sua parte, o Estado ser cuidadoso ao liberar as atividades, os municípios serem rigorosos na fiscalização e os estabelecimentos e as próprias pessoas respeitarem os protocolos da sua cidade, além dos protocolos obrigatórios, como uso de máscara, evitar aglomeração e fazer a higienização constante, mais tempo ficaremos sob as restrições de distanciamento”, apontou Arita.

Bergmann ainda pediu para que os municípios aumentem o trabalho de fiscalização para não haver novamente corte de autonomia dos prefeitos. “É de suma importância que as prefeituras ampliem suas equipes de agentes de fiscalização e aperfeiçoem esse trabalho, principalmente porque há uma redução da velocidade de queda nas internações no Estado. Para que a gente não tenha de voltar a adotar medidas mais restritivas, como suspender a cogestão e fechar atividades, é fundamental que os municípios façam esse trabalho, para o qual o governo é parceiro tanto com apoio técnico e operacional, como com recursos para contratação de profissionais”, acrescentou Arita.

O número de novos registros semanais de hospitalizações confirmadas com Covid-19 reduziu 21% entre as duas últimas semanas, de 2.718 para 2.156. Internados em UTI por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) reduziu 9% na última semana, junto com as pessoas internadas em leitos clínicos com Covid (11%).

Foram 10% menos pessoas internadas em leitos de UTI com o vírus e uma redução de 23% em casos ativos. O número de registros de óbitos por Covid reduziu 14%, passando de 1.475 para 1.256 vidas perdidas.