Bruna Porto da Rosa – companheira da mãe que jogou o filho de 7 anos no Rio Tramandaí,- prestou depoimento a Polícia Civil de Imbé, no Litoral Norte, após ser presa no último domingo (1°). A representação do delegado Antônio Carlos Ractz Jr. recebeu parecer favorável do Ministério Público e teve a prisão temporária decretada pelo plantão do Poder Judiciário da Comarca de Tramandaí por 30 dias. Segundo a Polícia, analisando o conteúdo dos celulares apreendidos, Bruna terá de responder pelos crimes de tortura, homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. Na opinião dos investigadores, ela ajudou a companheira no crime. 

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Ela contou a polícia que a companheira agrediu a criança durante o banho com chutes, socos, tapas e empurrões, além de arremessar o filho contra a parede sendo que, no choque, um azulejo chegou a quebrar. Depois, a criança foi trancada no guarda-roupa e as duas notaram que ele estava com rosto e orelha inchados, além do olho roxo e enorme.

No dia seguinte, quinta-feira (29), Bruna contou que a mulher foi observar o filho e viu que ele tava gelado. Tentou alimentar ele com leite em uma seringa, mas não conseguiu. Além disso, a mãe teria ministrado, em dois momentos, Fluoxetina para o menino. Horas depois, ela falou que ele estava morto enquanto pedia para a companheira ficar no quarto.

Bruna disse que minutos depois ouviu diversos “estalos”. Quando se levantou, viu apenas os pés da criança na mala e recebeu ordens para juntas irem jogar o corpo no rio. “Ela quebrou as mãos, pés, braços, joelhos e pernas para que a criança coubesse na mala”, afirmou.

A madrasta do menino afirmou a polícia que sofria ameaças da companheira, que tentou sair do relacionamento algumas vezes e que, inclusive sofria agressões físicas. A mulher disse ainda ser constantemente agredida, mesmo tendo um porte físico maior que a parceira, e que havia uma disputa entre a mãe e o filho.

Entenda o caso

Yasmin Vaz dos Santos, de 26 anos, foi presa em flagrante após procurar a delegacia de Imbé para comunicar o desaparecimento do filho Miguel, de apenas 7 anos. Ao longo da conversa com os policiais, ela confessou que dopou a criança e jogou no rio.

De acordo com a polícia, a mulher disse que não tinha nenhum sentimento pelo filho e deu fluoxetina para a criança antes de colocar o corpo em uma mala. Em seguida, ela saiu com a companheira e na beira do rio, tirou o filho da mala e arremessou no rio. Ela não sabe se ele estava morto.

O corpo ainda não foi localizado. Bombeiros que trabalham nas buscas acreditam que o corpo da criança pode estar no mar. A reportagem de Agência GBC busca contato com as defesas de Bruna e Yasmim, mas ainda não obteve retorno.