ESSA SEMANA | Lula vem ao Rio Grande do Sul na próxima quarta-feira

Senadora Simone Tebet, pré-candidata do MDB, também estará no estado.

Foto: Fernando Frazão / Divulgação
Foto: Fernando Frazão / Divulgação

Dois presidenciáveis cumprem agenda no Rio Grande do Sul nesta semana. O ex-presidente Lula (PT) terá eventos nos dias 1º e 2. Entre eles, ato público em defesa da soberania, na quarta-feira, dia 1, a partir das 16h, na casa de eventos Pepsi on Stage. Outras agendas ainda estão sendo organizadas pela direção do PT gaúcho. Neste sábado, dia 28o partido realizou evento onde confirmou para o dia 24 de julho a data da convenção estadual do PT, quando será homologada a candidatura de Edegar Pretto ao Piratini.

Já a senadora Simone Tebet, pré-candidata do MDB ao Planalto, participará de mobilizações no Estado nos dias 2 e 3. Uma reunião sobre o plano de governo, coordenado pelo ex-governador Germano Rigotto, e a participação no aniversário do deputado federal e ex-presidente estadual do MDB Alceu Moreira estão entre os compromissos oficiais de Tebet. Há expectativa ainda de encontro com lideranças tucanas, como Eduardo Leite.

A vinda de Tebet ao Rio Grande do Sul na semana seguinte ao recuo forçado de João Doria é estratégica e simbólica. O MDB nacional tenta viabilizar a parceria com o PSDB e o Cidadania, que estão juntos em federação, para formar a terceira via. A saída de Doria de campo, no entanto, não facilitou o cenário.

Ala do PSDB, incluindo Aécio Neves, defende a candidatura própria. Outro grupo topa o apoio ao MDB, mas exige reciprocidade do partido nas disputas em Pernambuco, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Nos dois primeiros estados, a situação é classificada por emedebistas como “boi de piranha”, já que não há interesses, inclusive locais, nas alianças.

No caso do Rio Grande do Sul, a avaliação é a de que a cúpula nacional tucana quer garantir um palanque forte para proteger o legado de Eduardo Leite. O MDB gaúcho, no entanto, tem Gabriel Souza como pré-candidato. O deputado está viajando todo o Estado, conta com o apoio do partido para ir adiante e não dá sinais de possibilidade de saída do páreo.