O influenciador Nego Di demitiu a advogada Tatiana Borsa, que o defendeu nas acusações de lavagem de dinheiro e estelionato. A decisão aconteceu após Tatiana publicar vídeos do influenciador celebrando em um churrasco logo depois de sair da prisão. Posteriormente, a divulgação gerou polêmica por levantar suspeitas de descumprimento de medidas cautelares.
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Assim, apesar do rompimento, Nego Di ainda não pagou os honorários da advogada devido ao bloqueio de seus bens e contas bancárias. A nova defesa do influenciador afirmou que, quando os bloqueios forem resolvidos ou ele retomar suas atividades, o pagamento será realizado.
Nego Di demite advogada, mas não paga pelos serviços: churrasco vira foco de investigação
Depois de conseguir a liberdade provisória no dia 27 de novembro, Nego Di promoveu um churrasco em casa com pagode e bebidas alcoólicas. A advogada registrou o evento e compartilhou vídeos nas redes sociais, incluindo uma foto com a legenda: “como esperamos por esse retrato”.
No entanto, as publicações viralizaram rapidamente, levando o Ministério Público do Rio Grande do Sul a abrir uma investigação para apurar se o influenciador desrespeitou as condições impostas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). As imagens já foram apagadas, e a conta do humorista no Instagram permanece desativada.
Liberdade com restrições
A decisão do ministro Reynaldo Soares da Fonseca, da 5ª Turma do STJ, garantiu a Nego Di liberdade provisória até o julgamento do mérito do habeas corpus. Contudo, o influenciador deve cumprir medidas cautelares rigorosas, como comparecimento periódico em juízo, proibição de usar redes sociais, entrega do passaporte às autoridades e autorização judicial para mudanças de endereço ou viagens.
O caso que levou Nego Di à prisão
Nego Di foi preso preventivamente em 14 de julho, acusado de estelionato e lavagem de dinheiro. A Polícia Civil investigou um esquema liderado por ele e seu sócio, Anderson Boneti, envolvendo a loja virtual Tadizuera. Dessa forma, o site teria lesado mais de 370 clientes entre março e julho de 2022, acumulando uma movimentação de mais de R$ 5 milhões.
Clientes relataram que compraram produtos, como celulares e eletrodomésticos, mas nunca os receberam. Nego Di teria usado sua imagem para promover a loja, ampliando o alcance das supostas fraudes.