Pessoas que ficarem mais de 24h sem luz receberão indenização

Projeto de lei aprovado no RS garante indenização automática para quem ficar mais de 24h sem luz. Veja os valores e como vai funcionar

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou por unanimidade, na última terça-feira (24), um projeto de lei que estabelece indenização automática para consumidores que ficarem mais de 24h sem luz no Estado. Agora, o texto segue para a sanção do governador Eduardo Leite.

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A proposta, de autoria da deputada Adriana Lara (PL), teve 47 votos favoráveis e nenhum contrário. A nova regra vale para interrupções no fornecimento de energia elétrica, sejam causadas por falhas técnicas, manutenções programadas, emergências, desastres naturais ou qualquer outro motivo.

Como será a indenização para falta de luz por mais de 24h?

Conforme detalhou o gabinete da deputada a pedido do jornal Zero Hora, o valor da indenização será proporcional ao tempo de interrupção. Confira os exemplos com base em uma conta de R$ 300:

  • De 24h a 48h sem luz: R$ 30 de ressarcimento
  • De 48h a 72h: R$ 90
  • Acima de 72h sem energia: R$ 150

Ou seja, quanto maior o tempo sem luz, maior será o valor da indenização automática.

Pessoas que ficarem mais de 24h sem luz receberão indenização

A lei, se sancionada, valerá para todas as concessionárias de energia elétrica do Estado. No entanto, segundo Adriana Lara, a proposta surgiu devido às constantes falhas da CEEE Equatorial, especialmente após os vendavais e enchentes registrados no RS nos últimos meses.

“O objetivo é forçar investimentos em infraestrutura e garantir que a empresa tenha planos de contingência e uma comunicação mais eficiente com os consumidores” afirmou a deputada.

Pode haver conflito com leis federais?

Apesar da aprovação, especialistas apontam possíveis entraves legais. O ex-presidente da Agergs (Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos), Luiz Afonso Senna, argumenta que a concessão e regulação da energia elétrica são de competência federal.

“O consumidor precisa, sim, ser ressarcido. Mas isso deve ser feito com base em parâmetros definidos por normas federais “explicou Senna.

A CEEE Equatorial ainda não se pronunciou oficialmente sobre o projeto de lei.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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