Os radares das rodovias federais voltaram a funcionar após determinação judicial que obrigou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) a religar imediatamente os equipamentos. A decisão reativa o Programa Nacional de Controle de Velocidade (PNCV), que havia sido paralisado no início de agosto por falta de recursos.
No total, 3.887 faixas de tráfego estavam sem fiscalização, incluindo trechos importantes como a BR-324 e a BR-116. A ausência dos equipamentos gerava preocupação não apenas pela queda na aplicação de multas por excesso de velocidade, mas principalmente pelo risco de aumento de acidentes nas estradas.
Por que os radares das rodovias foram desligados?
A suspensão ocorreu por questões orçamentárias. Para manter o programa ativo, eram necessários R$ 364 milhões, mas o orçamento aprovado destinou apenas R$ 43,3 milhões. Com isso, empresas responsáveis pelo monitoramento ficaram sem recursos para operar os sistemas.
Como foi a retomada do serviço
Após a decisão judicial, emitida em 21 de agosto, o Dnit enviou ofícios às empresas responsáveis para reativar os equipamentos em todo o Brasil. Segundo o órgão, a religação foi feita de forma gradual, mas já abrange todas as rodovias federais.
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Impacto para motoristas e segurança
Com os radares rodovias novamente em operação, os motoristas devem redobrar a atenção aos limites de velocidade. Além da retomada da cobrança de multas, especialistas alertam que o monitoramento eletrônico é essencial para reduzir acidentes graves em estradas de grande fluxo.