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30 de agosto de 2025

Luis Fernando Verissimo morre aos 88 anos; Você sabe quem ele era?

Morre aos 88 anos o escritor Luis Fernando Verissimo, autor de mais de 70 livros e uma das maiores referências da literatura brasileira

O escritor e cronista Luis Fernando Verissimo morreu neste sábado (30), aos 88 anos, em Porto Alegre (RS). Ele estava internado desde o dia 17 de agosto na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Moinhos de Vento, com princípio de pneumonia.

Filho do também escritor Érico Verissimo, Luis Fernando nasceu em Porto Alegre em 26 de setembro de 1936 e construiu uma das carreiras mais prolíficas da literatura brasileira, com mais de 70 livros publicados e cerca de 5,6 milhões de cópias vendidas. Seu estilo único transitava entre crônicas bem-humoradas, contos e romances que marcaram gerações de leitores.

As complicações de saúde de Luis Fernando Verissimo

Nos últimos anos, o autor enfrentava complicações de saúde, incluindo a doença de Parkinson, sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) sofrido em 2021 e problemas cardíacos. Ao fim da vida, chegou a ter dificuldades de fala, comunicando-se apenas com algumas palavras em inglês, segundo relatos de sua esposa, Lúcia Verissimo.

Além da literatura, Verissimo também marcou presença no jornalismo e na televisão. Foi colunista em jornais como O Estado de S.Paulo, O Globo, Veja e Zero Hora. Suas crônicas foram adaptadas para a TV, com destaque para Comédias da Vida Privada, exibida pela Globo entre 1995 e 1997, além de participações em programas como TV Pirata, Planeta dos Homens e Fantástico.

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Entre suas principais obras estão O Analista de Bagé (1981), O Santinho (1991), Ed Mort e Outras Histórias (1979) e Comédias da Vida Privada (1994). Também se destacou como saxofonista amador e apaixonado por jazz, participando da banda Jazz 6.

Conhecido por suas posições políticas, Luis Fernando Verissimo era uma voz crítica ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e defensor de ideais de esquerda. Em entrevistas, afirmou que “ser de esquerda não é uma opção, é uma decorrência” da realidade social brasileira.

Mesmo em seus últimos anos, debilitado, manteve o humor e a ironia característicos. Em 2013, após uma internação, chegou a dizer: “A morte é uma sacanagem. Sou cada vez mais contra.”

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Estudante de jornalismo, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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