Havaianas vira alvo de boicote político, mas movimento segue normal em Canoas

Mesmo após boicote nas redes sociais, algo chama atenção nas lojas da havaianas em Canoas e surpreende consumidores.

Mesmo após um boicote defendido por lideranças políticas nas redes sociais, as lojas da havaianas seguem com funcionamento e movimento considerados normais em Canoas. A mobilização virtual não teve reflexo imediato no comportamento dos consumidores da cidade.

A reportagem esteve em uma das unidades da marca no ParkShopping Canoas e encontrou um cenário de rotina comum. Clientes circulavam pela loja, analisavam modelos e realizavam compras sem qualquer sinal de esvaziamento ou protesto visível.

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Durante a visita, consumidores preferiram não se manifestar sobre o tema. Já um atendente confirmou que o fluxo segue dentro da normalidade. Segundo ele, não houve aumento expressivo nem queda nas vendas, e os preços praticados continuam os mesmos.

Ou seja, apesar da repercussão nacional e dos pedidos de boicote, o impacto prático em Canoas não apareceu até o momento.

Entenda a polêmica envolvendo a Havaianas

A polêmica envolvendo a havaianas ganhou força após o lançamento de um novo comercial estrelado pela atriz Fernanda Torres. A campanha passou a circular intensamente nas redes sociais e foi interpretada por políticos conservadores como uma suposta mensagem indireta ao campo político da direita brasileira.

Na peça publicitária, a atriz afirma que não deseja que o público comece o ano “com o pé direito”, mas sim “com os dois pés”, associando a marca a ideias como movimento, iniciativa e liberdade de escolha. O conteúdo dividiu opiniões e gerou manifestações favoráveis e contrárias em todo o país.

Em meio à repercussão, as ações da Alpargatas, empresa controladora da havaianas, sofreram uma queda estimada em cerca de R$ 200 milhões em valor de mercado na Bolsa de Valores. A oscilação ocorreu justamente no auge das críticas e dos pedidos de boicote nas redes sociais.

Apesar disso, nas lojas físicas de Canoas, o reflexo ainda não foi sentido. O movimento segue estável, sem alterações significativas no comportamento dos consumidores, indicando que, ao menos por enquanto, a polêmica permanece mais restrita ao ambiente digital.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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