A madrugada deste sábado (3) foi marcada por medo, correria e incerteza na Venezuela. Moradores de Caracas relataram fortes explosões, tremores e intensa movimentação de aeronaves militares sobre a capital. Em diversos bairros, a energia elétrica foi interrompida, aumentando ainda mais o clima de pânico.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações estratégicas e aviões voando em baixa altitude. Segundo relatos de moradores, o barulho das explosões durou cerca de meia hora, provocando evacuações improvisadas e ruas tomadas por pessoas em busca de abrigo.
LEIA TAMBÉM:
- Bombeiros encontram homem desaparecido no Rio Gravataí
- Motociclista que morreu após cair de viaduto na BR-448 entre Canoas e Porto Alegre é identificado
- INSS: regras da aposentadoria mudam a partir deste mês: veja quem tem direito em 2026
Durante ataque histórico, EUA confirma que capturou Nicolás Maduro: “larga escala”
A situação ganhou repercussão internacional quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que forças americanas realizaram um ataque em larga escala contra a Venezuela e que Nicolás Maduro foi capturado e retirado do país por via aérea, junto com a esposa. A declaração foi feita diretamente em uma rede social.
De acordo com Trump, a operação envolveu forças de segurança americanas e teria sido executada com sucesso. No entanto, o presidente dos EUA não informou para onde Maduro foi levado, o que aumentou as especulações e a tensão diplomática. Até o momento, nenhuma imagem ou prova oficial da captura foi divulgada.
Do lado venezuelano, o governo reagiu com dureza. Em comunicado oficial, Caracas afirmou que o país está sob uma “agressão imperialista” e anunciou a decretação de estado de Comoção Exterior em todo o território nacional. O texto afirma que Nicolás Maduro teria ordenado a mobilização total das forças sociais, políticas e militares.
A vice-presidente da Venezuela declarou não saber onde Maduro está e exigiu uma prova de vida por parte do governo americano. O governo venezuelano também acusou os Estados Unidos de tentarem impor uma mudança de regime e de terem interesse direto nas riquezas do país, especialmente petróleo e minerais.
A pressão internacional sobre Nicolás Maduro vinha aumentando nos últimos meses. Os EUA elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano e reforçaram a presença militar no Caribe. Especialistas apontam que a escalada do conflito já vinha sendo desenhada há semanas.
Por fim, a Venezuela afirmou que se reserva ao direito de exercer legítima defesa e convocou países da América Latina e do Caribe a se posicionarem em solidariedade. Enquanto isso, o mundo acompanha, em alerta máximo, os desdobramentos de um episódio que pode mudar o rumo da geopolítica internacional envolvendo Nicolás Maduro.

