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27 de janeiro de 2026

“Autoritarismo”: Eduardo Leite se manifesta após EUA prender Nicolás Maduro

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, entrou no centro do debate internacional ao comentar os recentes acontecimentos envolvendo a Venezuela. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele adotou um tom crítico e reflexivo, chamando atenção para os riscos de soluções extremas em cenários políticos complexos.

Desde o início da manifestação, Eduardo Leite deixou claro que sua posição não é simplista. Pelo contrário, ele buscou equilibrar o discurso ao apontar erros de diferentes lados, destacando que a análise precisa ir além de paixões ideológicas ou comemorações precipitadas.

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Crítica ao regime e à intervenção militar

A partir desse ponto, Eduardo Leite afirmou que tanto o regime de Nicolás Maduro quanto a ação militar dos Estados Unidos merecem condenação. Segundo ele, o governo venezuelano representa uma ditadura, enquanto a ofensiva estrangeira ocorreu à margem do direito internacional.

Além disso, o governador ressaltou que a captura de Maduro e de sua esposa, ocorrida no último sábado (3), não pode ser vista como solução automática para os problemas da Venezuela. Para Leite, a forma como mudanças políticas acontecem é tão importante quanto o resultado final.

“Dois erros não fazem um acerto”

Ao aprofundar o argumento, Eduardo Leite foi direto ao afirmar que “dois erros não viram um acerto”. De acordo com ele, derrubar um ditador pode até parecer moralmente justificável em um primeiro momento. No entanto, o verdadeiro problema está no precedente criado quando governos passam a ser derrubados pela força militar.

Nesse sentido, o governador levantou um questionamento central: quem decide quando e como um governo deve ser removido? Para ele, a discussão não deve se limitar à figura do tirano, mas sim às regras que orientam a ordem internacional.

Autoritarismo e arbitrariedade

Em outro trecho do vídeo, Eduardo Leite criticou posições extremadas de ambos os lados do debate. Segundo ele, há quem celebre bombardeios como se fossem atos de libertação, enquanto outros evitam até mesmo chamar a ditadura venezuelana pelo nome.

Por fim, o governador concluiu que esse tipo de postura empobrece o debate e desrespeita o povo venezuelano.

Rafael Cardoso
Rafael Cardoso
Redator, escreve diariamente sobre cotidiano, bem-estar, comportamento, saúde e benefícios.
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