A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados, um movimento legislativo que pode impactar diretamente o acesso da população a produtos farmacêuticos no país. A proposta, aprovada de forma simbólica pela Casa, já havia sido aprovada pelo Senado e agora segue para sanção presidencial, faltando apenas a assinatura do chefe do Executivo para entrar em vigor.
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Além disso, a medida abre espaço para que supermercados e estabelecimentos semelhantes instalem farmácias ou drogarias em seus ambientes, desde que cumpram exigências sanitárias rigorosas. Defensores da proposta afirmam que ela pode facilitar a compra de medicamentos, especialmente em áreas com pouca oferta de farmácias tradicionais.
Como será a venda de medicamentos em supermercados
O projeto de lei aprovado determina que os medicamentos não poderão ser simplesmente expostos nas gôndolas ou prateleiras comuns dos supermercados. Pelo contrário, eles deverão ser vendidos exclusivamente em farmácias ou drogarias devidamente instaladas dentro dos espaços de venda, com estrutura física segregada e diferenciada dos demais setores do supermercado.
Outro ponto importante é a exigência de que um farmacêutico habilitado esteja presente durante todo o horário de funcionamento da farmácia ou drogaria dentro do supermercado. Essa medida visa garantir que o atendimento e a dispensação de remédios sigam os padrões de segurança e orientação profissional exigidos pelas normas sanitárias brasileiras.
Regras sanitárias e exigências legais
Apesar da autorização para venda de medicamentos em supermercados, o projeto impõe requisitos rigorosos. As instalações deverão obedecer às normas de órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelecem critérios para armazenamento, controle de temperatura, ventilação e rastreabilidade dos produtos farmacêuticos.
Além disso, medicamentos de controle especial terão regras adicionais, incluindo restrições no transporte até o caixa e pagamento antes da entrega, para evitar uso indevido ou dispensação inadequada.
Debate público sobre a medida
A proposta também gerou debate entre parlamentares e especialistas em saúde pública. Defensores argumentam que a venda de medicamentos em supermercados pode trazer maior conveniência ao consumidor e ampliar o acesso em localidades remotas, onde farmácias tradicionais são escassas.
Por outro lado, críticos expressam preocupações sobre a potencial influência do varejo sobre o consumo de medicamentos e a necessidade de garantir que a oferta seja acompanhada de orientação profissional adequada, evitando riscos à saúde da população.

