Uma famosa rede de farmácias brasileira conhecida no Sul do país anunciou que entrou com pedido de recuperação judicial após enfrentar problemas financeiros graves. A decisão foi tomada no início de 2026 para evitar que a empresa declare falência e, assim, consiga reorganizar suas obrigações e manter sua operação em funcionamento.
A medida tem como objetivo principal manter cerca de 60 lojas ativas e proteger empregos, em vez de fechar definitivamente as portas. A recuperação judicial vai permitir que a empresa tenha mais tempo para renegociar suas dívidas e reorganizar sua estrutura financeira diante de um cenário econômico desafiador.
LEIA TAMBÉM:
- Nova Lei no RS: comércio que for flagrado vendendo cigarros e bebidas ilegais poderá ser fechado
- Você pode receber indenização de R$ 2 mil caso seja deixado em destino diferente por motorista de aplicativo
- Vigilante recebe indenização após trabalhar em carro-forte sem ar condicionado com temperatura de até 50 °C
Dívidas combinam bancos, fornecedores e tributos
A dívida que levou a famosa rede de farmácias a buscar recuperação judicial supera os R$ 70 milhões, englobando empréstimos bancários, valores atrasados com fornecedores e obrigações tributárias. Quando se considera uma estimativa mais ampla, incluindo débitos trabalhistas e outros compromissos, esse valor pode chegar perto de R$ 100 milhões, o que evidencia a profundidade da crise.
Essa situação delicada não se desenvolveu de forma isolada. A pandemia de Covid-19 reduziu o consumo em lojas físicas e aumentou custos, enquanto a alta de juros encareceu o crédito. Além disso, fenômenos climáticos, como as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, também prejudicaram diversas unidades da rede, afetando estoques e faturamento.
Recuperação judicial busca reorganizar a empresa
Ao optar pela recuperação judicial, a rede de farmácias busca evitar o fechamento de suas lojas e a perda de empregos. O plano prevê cortes de custos, renegociação de dívidas e ajustes estratégicos que possam colocar a empresa novamente no rumo da estabilidade financeira.
Antes da crise, a rede chegou a operar quase 200 unidades, mas atualmente mantém cerca de 60 lojas em funcionamento. A redução expressiva mostra o impacto da deterioração econômica sobre o varejo farmacêutico, setor que enfrenta forte concorrência e desafios logísticos nos últimos anos.

