A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento Alzheimer chamado Leqembi para uso no Brasil, abrindo uma nova etapa no tratamento da doença, especialmente nos estágios iniciais. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União em dezembro e agora depende da chegada das doses ao mercado brasileiro.
Esse medicamento não oferece cura, mas pode retardar a progressão dos sintomas em pacientes com Alzheimer em fase leve, dando mais tempo de qualidade de vida antes que o comprometimento cognitivo se agrave.
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Como o novo medicamento Alzheimer age no cérebro
O Leqembi atua diretamente sobre as placas beta-amiloides, substâncias que se acumulam no cérebro e estão associadas ao desenvolvimento da doença de Alzheimer. Ao reduzir essas placas, o medicamento pode diminuir o ritmo de declínio cognitivo, como demonstraram estudos clínicos com quase 1.800 participantes.
Nos testes, pacientes tratados com o novo medicamento apresentaram uma redução menor no declínio cognitivo ao longo de 18 meses em comparação com aqueles que receberam placebo, medido por uma escala usada para avaliar a gravidade da demência.
Quem pode se beneficiar do tratamento
O tratamento com o novo medicamento Alzheimer é indicado para pessoas com comprometimento cognitivo leve ou demência leve causada pela doença de Alzheimer. Ou seja, é mais eficaz em estágios iniciais, quando ainda há capacidade de preservar funções mentais por mais tempo.
A aplicação é feita por meio de infusões intravenosas a cada duas semanas, o que exige acompanhamento médico detalhado e avaliação individual do paciente.
O que esperar do novo tratamento
Embora represente um avanço significativo, especialistas alertam que o novo medicamento Alzheimer não impede completamente o desenvolvimento da doença. Em vez disso, ele retarda a evolução dos sintomas, oferecendo benefícios como maior tempo de independência e melhor funcionamento nas atividades do dia a dia.
A chegada do Leqembi ao Brasil representa uma nova esperança para pacientes e familiares que lidam com o Alzheimer, especialmente aqueles que buscam opções terapêuticas além dos tratamentos tradicionais.

