Aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por incapacidade permanente podem solicitar, em 2026, um acréscimo de 25% no valor da aposentadoria caso comprovem a necessidade de assistência permanente de outra pessoa para realizar tarefas básicas do dia a dia.
A regra, considerada uma das principais garantias sociais para segurados em situação de vulnerabilidade, permanece inalterada para o próximo ano e pode ser concedida independentemente da idade.
LEIA TAMBÉM:
- Pé-de-Meia 2026 terá pagamento em janeiro? Saiba quando valor caí na conta
- Saiba quais serão as novas regras do Pix em 2026
- Caixa Tem libera R$ 1.200 para todos os CPFs finais de 0 a 9
Quem tem direito ao aumento de 25% do INSS
O adicional é exclusivo para quem recebe aposentadoria por incapacidade permanente — antigo nome: aposentadoria por invalidez. Para ter direito, o segurado deve comprovar, por meio de perícia médica, a necessidade de ajuda contínua de terceiros.
As 7 condições que garantem o acréscimo de 25%
O INSS reconhece a necessidade de assistência permanente quando o aposentado apresenta ao menos uma das seguintes situações:
- Cegueira total;
- Perda de nove ou mais dedos das mãos;
- Paralisia de ambos os braços ou das pernas;
- Perda das pernas, quando não há possibilidade de uso de prótese;
- Perda de uma das mãos e de ambos os pés, mesmo com possibilidade de prótese;
- Perda de um braço e uma perna, sem possibilidade de prótese;
- Alteração grave das faculdades mentais, com prejuízo para tomada de decisões, organização do pensamento e execução de atividades diárias e sociais;
- Doença que deixe a pessoa acamada ou incapaz para atividades básicas da vida diária.
Requisitos para receber a aposentadoria por incapacidade permanente
Para ter acesso ao benefício principal, o segurado precisa:
- Ter contribuído por pelo menos 12 meses, salvo casos de acidente ou doenças graves;
- Estar contribuindo, em período de graça ou recebendo outro benefício previdenciário (exceto Auxílio-Acidente);
- Passar por perícia médica do INSS, que comprove incapacidade total e irreversível para o trabalho.
Doenças graves como câncer, esclerose múltipla, Parkinson, AIDS e cegueira não exigem carência mínima. Outras enfermidades, como a artrite reumatoide, têm sido analisadas com mais frequência nas perícias, desde que acompanhadas de laudos médicos.
Como é calculado o valor do benefício
A aposentadoria por incapacidade permanente corresponde atualmente a 91% da média salarial do segurado. Com o adicional de 25%, o valor pode ultrapassar o teto do INSS, situação permitida exclusivamente nesse tipo de benefício.
O aumento permanece válido enquanto durar a condição de dependência, podendo ser reavaliado em perícias periódicas.
Como solicitar o aumento de 25%
O pedido pode ser feito:
- Pelo site ou aplicativo Meu INSS, na opção “Solicitar Aumento de 25%”;
- Presencialmente, mediante agendamento prévio.
É necessário apresentar laudos médicos atualizados, exames e documentos que comprovem a necessidade de assistência permanente de terceiros.

